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Endometriose traz desafios, mas não impede o sonho de ser mãe

Com acompanhamento médico e tratamento adequado, mulheres que tem a doença conseguem engravidar

Por Maria Eduarda Lopes

De acordo com o Ministério de Saúde a endometriose, é uma doença que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva no Brasil, e ainda é cercada de dúvidas especialmente quando o assunto é fertilidade. Apesar de poder dificultar a gravidez, especialistas afirmam que a condição não impede, necessariamente, a realização do sonho de ser mãe.

Caracterizada pelo crescimento do tecido semelhante ao endométrio fora do útero, a doença causa dor intensa, inflamação e, em alguns casos, infertilidade. No entanto, com acompanhamento médico e tratamento adequado, muitas mulheres conseguem engravidar. A ginecologista e obstetra Graziela Fernanda de Jesus explicou os sintomas da endometriose…

Apesar das dificuldades, histórias de superação mostram que a maternidade é possível. Luiza Mell Follmann enfrentou uma gravidez de risco e perdeu a filha. “Depois da perca, me senti completamente sem esperança, traumatizada, sofri muito e quando me sugeriram engravidar novamente com um novo método fiquei com medo”. Ela como descobriu a doença e sua reação ao saber que não poderia realizar seu sonho de ser mãe.

Segundo Graziela, o impacto da endometriose varia de acordo com o grau da doença. “Por se tratar de um processo inflamatório, a doença gera dificuldades do espermatozoide chegar até o útero, ou caso chegue, pode ser de alto risco e gerar aborto” explicou.

Depois de se informar com um especialista, Luiza iniciou um tratamento específico e, com acompanhamento médico, conseguiu engravidar novamente.
“Foi um processo difícil, cheio de incertezas, mas nunca perdi a esperança. Hoje, viver essa gestação é a realização de um sonho”.

A experiência dela reforça a importância do cuidado contínuo e do suporte emocional durante o tratamento. Atualmente a Luiza está com 8 meses de gestação e conta que está realizando um tratamento, com uma dieta específica, que ajuda a manter uma gestação saudável e diminui os riscos.

Thiala Caroline Romera Moreira Leite tem endometriose e contou que o sonho de sua vida sempre foi ser mãe, mas quando descobriu a condição ficou abalada. Ela procurou métodos para se cuidar e engravidou, teve uma gestação saudável e hoje tem um filho de 2 anos. Ouça…

Além das dietas antinflamatórias, o tratamento da endometriose pode incluir uso de medicamentos hormonais, cirurgias e, em alguns casos, técnicas de reprodução assistida, como a fertilização in vitro.

A ginecologista Graziela Fernanda falou do método de fertilização artificial. “Para realizar o procedimento é necessário entender onde que essa endometriose está alojada. Quando é na parede do músculo, é mais difícil, porque a inflação fica onde o bebê vai ser implantado”. Ela disse que cada caso deve ser avaliado individualmente. “O mais importante é o diagnóstico precoce e o acompanhamento com um profissional. Quanto antes a doença for identificada, maiores são as chances de preservar a fertilidade”.

Ampliar o acesso à informação é essencial para reduzir o impacto da doença na vida das mulheres. Campanhas de conscientização e relatos como o da personagem ajudam a quebrar tabus e incentivar outras mulheres a buscarem ajuda.

Orientação e edição: Adauto Molck 

 

Leia também: SUS oferece tratamento inovador para mulheres com endometriose

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