OPINIÃO – Escultura convida o público a uma interação lúdica com a obra surrealista que está no MACC
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Por: Anna Julia Vieira
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Criada pelo artista plástico João Caçador, a escultura denominada Rinoceronte Vestido de Banco, tem embelezado a cidade e divertido os moradores de Campinas. A obra é uma peça utilitária. Ao transformar a imponência e a força bruta de um rinoceronte em um objeto de descanso, Caçador estabelece um diálogo irônico e gentil entre o selvagem e o funcional.
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A escultura é um tributo à influência surrealista sobre Caçador. A inspiração para a obra surgiu quando a cidade de Campinas recebeu uma exposição das obras do pintor em 1998. A obra faz parte do Projeto do Festival Ocre, que visa espalhar pela cidade de Campinas obras de diversos artistas, com o objetivo de trazer uma visão mais aprofundada sobre expressão artística para a população.
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O diferencial da escultura está na sua funcionalidade: além de obra de arte, é um banco para a população que visita o Museu de Arte Contemporânea de Campinas. Considerada um dos grandes atrativos do museu. O triunfo do trabalho de João Caçador é a democratização do acesso à beleza. O Rinoceronte tornou-se um ponto de referência visual e afetivo. Para as crianças, a escultura é um brinquedo, um convite à escalada e à imaginação. Para os adultos, é um local de pausa, um assento inusitado que interrompe a pressa do dia a dia no bairro do Cambuí.
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A obra questiona a função dos monumentos tradicionais. Enquanto muitas estátuas em praças públicas celebram figuras históricas distantes, a escultura de Caçador celebra a presença e o convívio. Ele convida o toque, o abraço e a fotografia, tornando-se parte das memórias de infância de gerações de campineiros.
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No MACC, entre prédios e pedestres, o Rinoceronte Vestido de Banco serve como uma pausa para o dia a dia (Foto: Firmino Piton / Prefeitura de Campinas)
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Orientação e edição: Adauto Molck
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