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Worship to God é a grande vencedora do XV PUCFEST

Finalistas traçaram uma disputa acirrada por um lugar no pódio do festival de bandas da PUC-Campinas

Por Cleópatra Georges

Organizado pela CACI, o festival PUCFEST teve sua 15ª edição em 2024. As classificatórias do evento ocorreram nos dias 30/10 e 31/10, com a participação de 13 bandas. Já a final aconteceu no dia 07/11, com 6 bandas finalistas: TDAH, Viúva Fantasma, Mangrove Dogs, Cascavell, Worship to God e Catarina Jones, que se apresentaram no Auditório do Campus I.

Worship to God foi a banda vencedora da 15ª edição do festival de bandas PUCFEST

A banda vencedora desta edição foi a Worship to God. O grupo se reúne na igreja Família da Fé Church e tem como propósito, segundo Alicia Sousa (vocalista): “levar as pessoas, através de palavras cantadas, ao amor de Jesus”. Com emoção e devoção, os integrantes da banda gospel Eduardo Borges (baterista), Daniel Cristyan (guitarrista), Ronaldo Gomes (baixista), Ludovick Tshiswaka (tecladista) e Claúdio Sousa (violeiro), se destacaram por sua qualidade de execução instrumental. Premiados com o valor de R$1.600, Alicia afirma que este dinheiro será utilizado para a comemoração da vitória da banda no festival e, posteriormente, dividido entre todos os integrantes.

Como segunda colocada, a banda Cascavell performou na final Led Zepplen e Lady Gaga no estilo glam rock. Com direito a fantasia de Meninas Superpoderosas na etapa classificatória, em homenagem ao Dia das Bruxas, a banda se destacou no quesito performance e qualidade vocal, com o vocalista Yago Godoy, o guitarrista Leonardo Roque, a baixista Luana Roza, a baterista Lizz Kick e o guitarrista Jhony Wizard. O grupo levou para casa R$1.100, que, segundo Leonardo e Jhonny, serão investidos na gravação de singles autorais.

Banda Cascavell performou Led Zepplen e Lady Gaga, conquistando o segundo lugar do festival

Em terceiro lugar, a banda Catarina Jones tocou na final as músicas autorais “Quem Sabe um Dia” e “Desencanei”. A banda é composta pelos guitarristas Jhow Daeves e Pietro Bertoli, os vocalistas Luigi Bertoli e Lina Carvalho, o baixista Yuri Ferraz e o baterista Luck Guerra. O grupo foi premiado com o valor de R$775. O vocalista do grupo mencionou que pretende “dividir o prêmio entre todos os integrantes” mas que também “seria ótimo investir na banda, em propagandas no Instagram, em shows e equipamentos”.

TDAH, Viúva Fantasma e Mangrove Dogs foram as outras bandas que completaram a noite da grande final. Com músicas autorais e covers, as performances das concorrentes também levantaram a plateia.

As bandas participantes do festival foram avaliadas em três quesitos: performance e qualidade vocal, qualidade de execução instrumental e performance de palco. Os participantes foram julgados por 3 jurados nas classificatórias e 5 na final, com pelo menos 2/3 de comissão julgadora externa. Os jurados do primeiro dia de classificatória foram Rosa Maria, dona da escola de música Chorus, Nino Fonseca, diretor do coletivo Central do Rock e Riva Rock, dono da tradicional loja de vinil Riva Rock Discos.

No segundo dia da fase classificatória, Rosa e Nino permaneceram como jurados, com adição do professor da PUC-Campinas André Olzon, graduado em música. Já na final, a comissão julgadora foi formada por Rosa Maria, Nino Fonseca, André Olzon, Gabriel Rapassi, diretor de cultura da Prefeitura Municipal de Campinas e a cantora Juliana Peres.

A história do festival

José Donizeti, coordenador do CACI, afirma “eu não consigo pensar em jovem e cultura juvenil sem arte e, principalmente, sem música”. Donizeti conta que o festival surgiu em 2007, quando houve um show do Jota Quest promovido pela Universidade na RED eventos. A ideia inicial do festival, que na época era denominado PUC In Concert, era escolher uma banda ganhadora para abrir o show do Jota Quest. O festival foi um sucesso desde seu início, com 24 bandas inscritas em seu primeiro ano. É notória a importância do festival para toda a comunidade da PUC-Campinas e este ano mais uma edição memorável foi realizada.

Orientação: Profa. Karla Ehrenberg

Edição: Bianca Freitas

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