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 Vacinação contra a gripe se estende pela RMC durante o mês de junho 

Campanha abrange população a partir de 6 meses de idade para combater as crises respiratórias naturais no inverno e a nova cepa 

Por: Gabriel Rosa 

O inverno chegou na RMC e, com ele, o aumento de doenças respiratórias. Para combater essas doenças, os órgãos públicos municipais e estaduais apostam na vacinação contra gripe. A campanha nacional começou dia 28 de março, mas municipal será durante todo o mês de junho, em várias cidades da região, para uma ampla cobertura da população.  

Segundo dados da Secretária de Saúde de Campinas, a população a partir dos seis meses de idade já podem tomar a vacina. Em nota, a assessoria de imprensa indica que “as salas de vacinação funcionam conforme horário de cada um dos 69 Centros de Saúde de Campinas, não precisa agendar, basta procurar o ponsto mais próximo”. 

Informações sobre a vacinação em Campinas (Fonte: Prefeitura de Campinas)

Claudineia Roncada, auxiliar de enfermagem, com mais de 15 anos de experiencia em vacinação, indica que é importante se imunizar pois a vacina funciona contra todos os tipos da doença”. O imunizante serve contra os vírus da gripe, incluindo as cepas H1N1 e H3N2 do tipo A, e o vírus do tipo B. 

O site do Ministério da Saúde informa que mais de 29 milhões de doses já foram aplicadas em 2026, 10 milhões a menos que no mesmo período do ano passado. O ministério prioriza a imunização dos grupos prioritários que são idosos a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de seis anos e gestantes na primeira etapa. 

Possíveis reações e medo 

Por medo de possíveis reações da vacina, ou por evitam se imunizar, muitos evitam a vacina contra gripe, como é o caso de Vitor Campos, caminhoneiro. “Nunca tomei, então pra mim é normal, nunca me atentei com o cronograma da vacina”, declarou ele. 

Julia Ferreira, estudante da PUC-Campinas, se imunizar é essencial para o cuidado com a saúde e para a prevenção sua e das pessoas ao seu redor. “Para mim, a vacina da gripe é uma forma de proteger não apenas a minha saúde, mas também a das pessoas ao meu redor. Ela ajuda a prevenir infecções respiratórias e a diminuir as chances de a doença se manifestar de forma mais intensa ou causar complicações”, avalia. Para ela, a vacinação é uma das formas mais eficazes de proteção individual e coletiva.

Vacinação contra a gripe se estende pela RMC em junho (Foto: Gabriel Rosa)

A enfermeira Claudineia explica que as possíveis reações estão relacionadas a sintomas similares a gripe, mas que não há nenhum risco permanente a saúde. Ela explica que as reações mais frequentes são no braço, com dor, inchaço, vermelhidão ou pequeno endurecimento no local da aplicação, e os sintomas gerais com febre branda, dor de cabeça, cansaço, dores no corpo e mal-estar. 

Nova cepa da doença 

Esse ano uma nova cepa do vírus da influenza está causando um aumento nos casos de doenças respiratórias, o que tem causado uma preocupação nos órgãos públicos. A Fiocruz alerta que só em 2026 houve aumento de 42% nas internações por SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave) associada à Influenza A (H3N2), em relação a 2025. 

Há um novo remédio sendo testado nos pacientes de forma preventiva nos pacientes, chamado Tamiflu, que tem diminuído em 52% as internações segundo dados do Ministério da Saúde. Porém ainda não está disponível a toda a população. Com isso, especialistas do ministério indicam que a melhor forma de prevenção ainda é a vacinação, que também tem efeito comprovado. 

O Ministério da Saúde alerta para a necessidade de procurar um médico a partir dos sintomas da influenza, como febre alta (acima de 37,8ºC), dor de garganta, tosse seca, dores intensas no corpo e nas articulações, dor de cabeça e cansaço extremo, coriza e nariz entupido. 

Orientação: Profa. Rose Bars

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