Saúde

Março Lilás reforça prevenção e alerta para o câncer de colo de útero

Campanha alerta para a importância da vacinação contra o HPV, dos exames periódicos e do diagnóstico precoce

Por Bárbara Lino

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, voltada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, com cerca de 19 mil novos casos registrados por ano. Apesar dos números preocupantes, especialistas destacam que a doença tem altas chances de prevenção quando há vacinação contra o HPV e realização de exames preventivos de forma regular.

O câncer do colo do útero, também chamado de câncer cervical, se desenvolve na parte inferior do útero, região que conecta o órgão à vagina. Na maioria dos casos, ele está associado à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV). A doença costuma evoluir lentamente, podendo levar de 15 a 20 anos para se desenvolver a partir das primeiras alterações nas células do colo do útero, o que reforça a importância do acompanhamento ginecológico regular.

Infográfico com informações sobre a doença (Fonte: INCA)

Segundo o médico oncologista clínico do Grupo SonHe, Leonardo Silva, o principal desafio no tratamento do câncer do colo do útero é que a doença raramente apresenta sintomas nas fases iniciais. “Inclusive nas lesões precursoras, o câncer costuma evoluir de forma silenciosa. Quando os sintomas aparecem, muitas vezes a doença já está em estágio mais avançado”, explica. Entre os sinais de alerta estão sangramento vaginal fora do período menstrual, sangramento após a relação sexual, corrimento com odor forte e dor na região pélvica.

Prevenção

O diagnóstico precoce é considerado uma das principais estratégias de combate à doença. Segundo o especialista, a vacinação contra o HPV e o exame preventivo Papanicolau são fundamentais para identificar alterações celulares antes que elas evoluam para o câncer. Quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura podem ultrapassar 90%, além de permitir tratamentos menos agressivos e com menor impacto na qualidade de vida das pacientes.

Campanhas como o Março Lilás buscam ampliar o acesso à informação e incentivar o cuidado com a saúde. Muitas mulheres ainda deixam de realizar os exames de rotina por falta de informação ou pela correria do dia a dia. Por isso, a mobilização reforça a importância da vacinação, do exame preventivo e do diagnóstico precoce como formas de reduzir os casos e salvar vidas.

Edição: Murilo Sacardi
Orientação: Profa. Ciça Toledo

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