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‘Uma profissão de risco, muito visada e criticada’

Essa afirmação foi feita pela jornalista Silvia Lisboa em conversa com alunos na PUC-Campinas

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Texto e Imagens: Juliana Lamussi

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“O jornalismo é uma profissão muito visada e criticada, por ter um olhar crítico sobre a realidade”, disse a jornalista Silvia Lisboa. Ela lembrou que o jornalismo investigativo teve início com profissionais freelancers, que abriram caminho para essa prática. Ressaltou ainda que o jornalismo é um ofício coletivo e envolve altos riscos, o que torna fundamental a adoção de protocolos de segurança. Entre as recomendações, ela destacou o uso criterioso de fontes, a análise de processos judiciais, os relatos de ex-funcionários e a importância das reportagens de campo.

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Outro ponto abordado pela Silvia foi o uso da inteligência artificial no jornalismo, afirmando já ter usado a IA para ter ideias de títulos jornalísticos e para o controle de fontes. Porém, ela alertou sobre os riscos de plágio e da responsabilidade dos profissionais em lidar com a tecnologia com ética.

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O currículo de Silvia inclui três prêmios de Direitos Humanos de Jornalismo, uma menção honrosa no Javier Valdez de periodismo de investigación (2024) e também na Fundação do Estúdio de Jornalismo Fronteira. Há 13 anos  colabora com veículos como Veja Saúde, Intercept, Agência Pública, Repórter Brasil, Dialogue Earth e Sumaúma. Atualmente, ela é editora investigativa da Matinal, em Porto Alegre.

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Silvia Lisboa participou da Jornada de Jornalismo, na manhã deste dia 24/09 de forma remota

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JORNALISMO FREELANCER
O aluno do curso de jornalismo, Lucas Maccarone gostou do que ouviu. “Eu achei essa conversa interessante e diferenciada pois abordou outras vertentes do jornalismo. A parte que eu mais gostei foi em relação ao trabalho de jornalistas freelancers”.

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Lara Nave que esteve atenta aos conselhos da jornalista nesta manhã de quarta-feira, também achou interessante a vertente do jornalismo freelancer, por permitir escolher pautas que considera legais, mesmo trabalhando em uma empresa. Ela não sabia dessa possiblidade dentro da profissão que escolheu cursar.

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“Nós estamos muito acostumado com o jornalismo de redações, jornais e emissoras de TV e de rádio, mas a Silvia Lisboa deu uma nova percepção e opção de carreira que eu não conhecíamos, o freelancer, que é o jornalista autônomo que executa a pauta e depois vende sua produção. Um trabalho que dá maior flexibilidade e independência”, destacou o estudante Lucas Tamari.

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Registro do encontro entre Silvia Lisboa (na tela) e os estudantes de jornalismo da PUC-Campinas

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JORNADA DO JORNALISMO
A Jornada do Jornalismo é um evento realizado pela Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas que estimula os alunos da graduação a conhecerem experiências que cercam o mercado de trabalho por meio do relato de profissionais que possuem papel de destaque na área. A cobertura completa pode ser acompanhada pelo Instagram do curso.

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‘Fazer jornalismo exige responsabilidade e coragem’

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Orientação: Karla Ehrenberg
Edição: Adauto Molck

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