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Inverno intensifica crises respiratórias na RMC

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Por Lucas Tamari

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A região de Campinas está passando por um período com poucas chuvas, especialmente entre os meses de julho e setembro. Esse momento de estiagem preocupa os moradores da cidade, sobretudo os profissionais de saúde e aqueles que sofrem com problemas respiratórios, já que as crises são intensificadas nessas condições. De acordo com o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), da Unicamp, é comum a ausência de chuvas nessa época do ano.

Ana Maria Marçal de Campinas utiliza a inalação para hidratar as vias aéreas (Foto: Lucas Tamari)

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Ana Maria Marçal, 83 anos, moradora de Campinas, sofre de enfisema pulmonar e conta que suas crises respiratórias se agravam em momentos de escassez de chuva. “Sinto muita irritação na garganta e falta de ar. Mas uso a bombinha de ar todos os dias para controlar esse aumento dos meus sintomas”, disse.

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A estiagem tem como consequência a baixa umidade relativa do ar. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), o nível de umidade relativa do ar recomendado é acima de 40%. Valores abaixo de 30% são prejudiciais à saúde. Dados do Cepagri indicam que cidades da RMC (Região Metropolitana de Campinas) frequentemente apresentam níveis de umidade relativa do ar abaixo de 30% no inverno.

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Fora da RMC, outras cidades próximas também enfrentam dificuldades com a falta de chuvas. Ricardo Siqueira, 52 anos, morador de Itatiba, também relata que seus sintomas se potencializam na estiagem. “Eu tenho rinite alérgica e sinusite. Posso dizer que minhas crises aumentam em torno de 80% nesse período. Não passo um ano sequer sem tratar uma sinusite”. Entre as formas de amenizar seus sintomas, Ricardo destaca a hidratação. “Procuro me hidratar tomando em torno de três litros de água por dia. Também utilizo umidificador de ar e toalhas molhadas nos quartos”, cita.

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Além da baixa umidade do ar, fatores como poeira, queimadas e outras formas de poluição também contribuem para agravar os problemas respiratórios.

Dr. Ricardo Ayello Guerra orienta sobre prevenção da estiagem e de problemas respiratórios (Foto: Arquivo pessoal)

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Para o médico Ricardo Ayello Guerra, é fundamental estar sempre atento aos sintomas e procurar atendimento médico imediato quando necessário. Além disso, ele recomenda: “Utilizar os umidificadores de ar é interessante, pois torna o ar mais úmido, e com isso, há menos suspensão de poeira, ácaros e bactérias. A própria hidratação das vias aéreas também é muito importante, com soro fisiológico ou inalação. O uso de máscaras pode ser importante, mas as medidas protetivas mais importantes são aquelas voltadas para a hidratação.”

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O inverno se encerra no dia 22 de setembro, às 15h19, dando início à primavera. Com a chegada da nova estação, a tendência é que o volume de chuvas aumente.

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Orientação: Profa. Karla Ehrenberg
Edição: Luísa Viana

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