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Dormir mal favorece doenças físicas e psicológicas

A privação de sono afeta muito mais que o humor, pode abrir caminho para doenças como depressão, diabetes, obesidade e até Alzheimer

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Por Helena Rocha

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Entre longas jornadas de trabalho, rotinas cada vez mais intensas e o uso  excessivo de redes sociais, o sono tem sido negligenciado por inúmeras  pessoas. Dormir bem, que deveria ser considerada uma necessidade básica, passou a parecer um luxo para boa parte da população. No entanto, o que muitas  pessoas não sabem é que o sono tem uma função importantíssima para o cérebro e para o corpo, impactando diretamente a saúde mental e física.

Para Gabriella Conte, mestra em Ciências – Neurologia, o sono funciona como um ‘reset’ para o corpo e o cérebro (Foto: Arquivo pessoal)

O sono atua como um “reset para o corpo e para o cérebro”, auxiliando a restaurar a energia, fortalecer o sistema imunológico, regular emoções,  consolidar memórias e até mesmo limpar as toxinas do cérebro. A mestra em Ciências – Neurologia, Gabriella Conte, aponta que “um sono ruim impacta diretamente na produtividade, reduz a atenção, a criatividade e a capacidade de  resolver problemas.”  

Segundo a Associação Brasileira do Sono (ABS), cerca de 73 milhões de brasileiros sofrem com problemas relacionados ao sono, representando 46% da  população. Essa privação de sono possui muitas consequências, a curto prazo a pessoa pode ficar irritada e esquecida e a longo prazo aumentam as chances  de doenças como depressão, hipertensão, obesidade, diabetes e até problemas neurológicos. 

“O que muitas pessoas desconhecem, é que distúrbios do sono podem estar  ligados a condições como alzheimer, parkinson, epilepsia entre outras”, afirma Conte. No caso do Alzheimer, dormir mal favorece o acúmulo de proteínas tóxicas no cérebro, como a beta amiloide. Esse alerta ganha ainda mais relevância diante dos dados da Fundação Nacional do Sono, que registra a média de sono do brasileiro entre 4 e 6 horas por noite, bem abaixo do ideal recomendado de 7 a 9 horas.

O estudante Vitor Miatto, dorme 5 horas por noite e diz que a falta de sono impacta diretamente seu desempenho (Foto: Helena Rocha)

O estudante Vitor Miatto enfrenta uma rotina cansativa e exaustiva, dormindo em média apenas cinco horas por noite. Ele afirma que a falta de sono afeta  diretamente seu desempenho, “eu fico com dificuldade para me concentrar, e as atividades que exigem mais do meu raciocínio, acabam sendo prejudicadas por conta disso”. Para Gabriella Conte “dormir mal bagunça o foco, a memória e o raciocínio. O cérebro fica mais lento, mais distraído e menos eficiente para aprender e tomar as decisões necessárias”.  

Já a estudante de publicidade e propaganda, Gabriela Mariotti, que preza muito pela qualidade de seu sono e costuma dormir cerca de 7 horas por noite, aponta os benefícios do sono para sua saúde. “Através do sono eu me sinto renovada, recarregada, dormindo bem, eu sei que o meu dia vai ser produtivo e que eu vou me sentir disposta para realizar as minhas funções”, conta Gabriela. 

Boa parte da população se distrai com o celular na hora de dormir, optando muitas vezes por ficar nas redes sociais ao invés de dormir mais cedo. Por esta razão, Conte aconselha as pessoas a evitarem telas antes de dormir, visto que  a luz azul atrasa a produção da melatonina, o hormônio do sono. Além disso, o conteúdo que consumimos pode favorecer a agitação, dificultando o relaxamento necessário para adormecer.  

Criar uma rotina de sono e adotar bons hábitos, como dormir e acordar em horários parecidos, evitar telas antes de dormir e controlar ingestão de cafeína durante à tarde e à noite, são práticas que ajudam a população a alcançar uma noite de sono tranquila e reparadora, prevenindo, assim, o surgimento precoce de algumas doenças.

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Orientação: Karla Ehrenberg
Edição:  Redação Digitais

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