Economia

Cresce o número de e-books

Uma pesquisa do Pew Research Center de 2016 conclui que, nos Estados Unidos, quando uma pessoa decide comprar um livro, é mais provável que seja impresso do que e-book. No ano passado, 65% dos norte-americanos leram um livro impresso, mais do que o dobro dos que leram um livro digital – apenas 28%. No Brasil, o cenário não é muito diferente. No mesmo ano da pesquisa norte-americana, o faturamento total com conteúdo digital no país foi de R$ 42.543.916,96, o que corresponde a somente 1,09% do mercado editorial brasileiro, excluindo-se as vendas ao setor governamental.

Os dados sobre o mercado brasileiro são do Censo do Livro Digital, pesquisa inédita realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a pedido da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). Já o número de exemplares de e-books (incluindo novos títulos e acervo) comercializados no país até 31 de dezembro do mesmo ano foi de 2.751.630.

Quem faz parte desse mercado é a estudante de Odontologia Jéssica Teixeira. “Nunca pensei que fosse dizer isso um dia, mas hoje prefiro o digital por diversas razões. Moro em um apartamento e quase não tenho mais espaço para livros físicos”, declara. Para ela, a leitura é mais rápida em seu leitor de livros digitais e o preço acessível dos e-books é outro atrativo. “Os livros digitais são muito mais em conta e a possibilidade de comprar pela internet é bem mais cômoda, ainda mais que a minha cidade só possui uma livraria”, afirma. Jéssica também gosta da facilidade em carregar os e-books. “Posso levar vários livros de uma vez só e não sofrerei com dor na coluna”.

Por Amanda Furlan

Segundo o Censo, foram publicados 9.483 ISBNs digitais em 2016, contra os 17.373 ISBNs impressos levantados pela pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro.  Foram 389.274.495 exemplares vendidos, alguns desses comprados por Isabela Souza. A estudante de Engenharia Ambiental já deu uma chance para os livros digitais, mas hoje só lê os livros físicos. “Eu já tive um e-reader, mas não me adaptei. Além de não ter boa concentração na leitura digital, gosto de sublinhar e fazer anotações”, conta. Para ela, as vantagens do livro impresso são incontáveis. “Eu gosto de folhear as páginas, de sentir o cheiro do livro, de usar meus marcadores de página”, complementa.

No entanto, atualmente há muitas pessoas que usufruem das duas opções. É o caso do publicitário Lucas de Carvalho. Apesar de preferir o livro físico, o preço menor dos e-books é um grande atrativo para ele também. “Hoje em dia, eu tenho comprado muito mais livros digitais por conta da praticidade, eles não pesam e posso ler em qualquer lugar, até no escuro”, afirma. Lucas acredita que o número de e-books irá aumentar, tanto pela questão do custo quanto pela facilidade. “Não há nada como entrar em uma livraria e escolher um bom livro, porém é muito mais prático comprar um e-book. Acho que é uma questão de costume”, declara. (Orientação Rosemary Bars)

 

 


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Digitais é um produto laboratorial da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, com publicações desenvolvidas pelos alunos nas disciplinas práticas e nos projetos experimentais para a conclusão do curso. O layout foi desenvolvido em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Educacional (DDE) da instituição. Alunos monitores/editores de Agosto a Dezembro de 2017: Breno Behan, Breno Martins, Caroline Herculano, Enrico Pereira, Giovanna Leal, Láis Grego, Luiza Bouchet, Rafael Martins. Professores responsáveis: Edson Rossi e Rosemary Bars. Direção da Faculdade de Jornalismo: Lindolfo Alexandre de Souza.

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