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Refúgio contra a agitação da cidade une café e muitas plantas

DIGITAIS RECOMENDA – Unindo raízes cafeeiras e botânica, o espaço Divino Verde propõe uma pausa sensorial no ritmo acelerado por meio da biofilia

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Reportagem e texto: Anielly Ferreira e Rita Miguel
Imagens: Rita Miguel

No cenário urbano da metrópole, vez por outra, surgem espaços que propõem o retornou ao campo. A desaceleração e a reconexão com a ruralidade. O café Divino Verde – Kokedama e Café é um desses espaços. Reúne flores, plantas e café em um só ambiente. O local é a junção de um lugar para se conectar com plantas e flores bem no centro da cidade.

A história da casa é fruto de uma junção entre os sonhos do casal Aretha Takamoto e Márcio Linardi. Aretha encontrou na jardinagem um novo propósito para sua vida durante a pandemia. Ao observar um jardineiro trabalhar, questionou se não poderia transformar o prazer da jardinagem em sustento. E começou uma atividade despretensiosa postado seus arranjos no Instagram. Logo ‘floresceram’ as encomendas e na criação de uma marca e uma identidade.

O márido, Márcio, trouxe de Amparo, cidade com forte tradição cafeeira, sua experiência para compor o negócio. Ao unirem as duas paixões, criaram um conceito onde o verde e o café coexistem de forma ‘sagrada’. Surgiu o Divino Verde.

Ana Maria César e o cão João // a proprietária Aretha Takamoto // a cliente Fernanda Paes

A decoração inclui viveiros de plantas, kokedamas em um estilo aconchegante. Fernanda Paes e o marido Rony frequentam o café desde antes da pandemia, quando descobriram o local. “Eu moro aqui no Cambuí, eu vou em outros cafés. Não é a mesma coisa. Aqui você faz amizade. Eu, pelo menos, conheci um monte de gente aqui. Eu não sei, parece que é uma família. É um lugar muito gostoso”, explicou Fernanda.

Ana Maria César, outra cliente, chegou ao café com seu cachorro João antes mesmo dele abrir. “Eu adorei, porque eu gosto de plantas, é perto da minha casa, tem um café gostoso, e principalmente o atendimento, acho que é um bom diferencial. E essa questão de ser um café com plantas, então, torna o lugar parecido com um jardim”, disse.

O diferencial do espaço é a Kokedama, uma técnica milenar japonesa que significa “bola de musgo”. Diferente do vaso tradicional, na kokedama a planta é envolvida em uma esfera de terra e musgo que funciona como um reservatório natural. Aretha explicou que o cuidado com essas peças é quase intuitivo. A gente sente se a planta precisa de água pelo peso e pela textura, criando uma relação sensorial direta.

O café tem uma parede dedicada exclusivamente às kokedamas e terrários dedicados aos workshops

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WORKSHOPS
Para os alunos que frequentam os workshops ministrados por Aretha, o processo de montar sua própria kokedama ou terrário vai além da técnica. “É um convite para estar presente. Você se desconecta da ansiedade através do contato com a terra, do cheiro e da textura”, afirma a proprietária.

A proposta de Slow Living (viver sem pressa) é levada muito a sério. Nos dias de curso, a cafeteria encerra o atendimento comercial para se transformar inteiramente em um espaço de aprendizado e troca. Seja para o morador do bairro que busca um respiro na rotina ou para o visitante que atravessa a cidade atraído pela biofilia do ambiente, o café cumpre sua missão de ser uma pausa necessária em meio ao ritmo acelerado de Campinas.

O espaço do café Divino Verde é marcado pela presença de  diversas plantas e terrários

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SERVIÇO
Digitais recomenda: Divino Verde – Kokedama e Café
Onde: Centro – Campinas – SP
Endereço: Av. Dr. Moraes Salles,1288
Funcionamento: Segunda à sexta, das 9h às 18h / Sábado das 9h às 17h e Domingo e feriados, das 9h às 13h.
Mais informações: Instagram do Café

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Orientação e edição: Adauto Molck

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