Eventos Notícias

Cinema campineiro busca fôlego e visibilidade

Cineastas que participam da Mostra de Curtas Campineiros falam da capacidade de fazer muito, com poucos recursos

 

Público pode assistir obras lançadas em 2025 na Região Metropolitana de Campinas (Foto: Vinicius Melo)

Por Pedro Spada e Vinicius Melo


O cinema campineiro ganhou novo fôlego e visibilidade com a Mostra de Curtas Campineiros, realizada pelo Sesc Campinas entre os dias 11 e 28 de novembro. O evento reuniu obras lançadas em 2025 na Região Metropolitana de Campinas (RMC) e revelou a diversidade estética e narrativa da produção local.

Embora Campinas não possua a estrutura de grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro, sustenta há anos um polo cinematográfico ativo que cresce. A produção local se destaca justamente pela capacidade de fazer muito com pouco, como apontou Rafael Santin, diretor de O Narrador Onipotente: “Campinas tem uma história cinematográfica gigante, embora muita gente não saiba”, reforçando a ideia de que a cidade tem potencial para ser reconhecida como um espaço de criação sólida, e não apenas como cenário ocasional.

Fernanda Viana, produtora audiovisual e curadora da mostra, explicou que “esse recorte nos dá um panorama dos diferentes olhares e narrativas, tanto de diretores mais experientes quanto iniciantes”, destacando que o encontro serviu como espaço de troca e reflexão sobre o futuro do audiovisual na cidade.

 

Apesar do potencial, a cidade ainda não se enxerga como polo audiovisual. Danilo de Freitas, idealizador da produtora Metrofilmes, comentou as dificuldades e desafios de trabalhar com pouco investimento em uma produção audiovisual em Campinas.

Um dos elementos mais centrais nas discussões sobre o futuro do cinema campineiro é o FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas), principal mecanismo municipal de incentivo à produção audiovisual. Isà Mota, cineasta de “A Teia”, falou sobre o Fundo.

Roberto Limberger, cineasta de Desbarão, falou sobre os órgãos públicos responsáveis pela disponibilização de verba às obras e como eles ajudam nas produções audiovisuais da RMC.

Fernanda Viana completou: “A Mostra de Curtas Campineiros reforça não apenas a diversidade criativa da região, mas a necessidade de fortalecer as políticas públicas que sustentam essas produções. A presença de filmes financiados por mecanismos como o FICC e a discussão sobre editais, infraestrutura e acesso a equipamentos mostram que o desenvolvimento do cinema campineiro depende diretamente de políticas culturais consistentes.”

 

Orientação e edição: Adauto Molck

.

.

.

.

.

.

.

Você também pode gostar...