Cidades/Geral

Cerveja artesanal na Região Metropolitana de Campinas

As cervejas chegaram ao Brasil com a família real em 1808 e desde então marca a vida do brasileiro. O que muitos não sabem, é que a cerveja teve um papel significativo na historia da humanidade. Já serviu desde pagamentos por trabalhos pesados até como remédio para a cura da peste negra na Europa. Alem disso, deu a possibilidade das pessoas se socializarem, como fazem até hoje.

O mercado de cerveja é diversificado com as produções industriais e as artesanais, que enriquecem as prateleiras. Hoje é estimado a existência de 15 cervejarias na Região Metropolitana de Campinas, com um local fixo para a produção de cerveja artesanal. Recentemente produtores criaram um polo cervejeiro para organizar e ampliar o setor na região.

Georges Parkinson, sommelier de cervejas pela ABS/ICB e sócio proprietário do The Beer Market, em Jundiaí, produz cervejas desde 2009 e esse ano pretende inaugurar sua própria marca, a SunnyBrew.  Em setembro, fez sua primeira produção em casa. Ele atua na Se7e – Escola Nacional da Cerveja, empresa especializada em cursos de produção de cerveja artesanal.

Segundo ele, a diferença básica entre a cerveja industrial e a cerveja artesanal é o produto final, uma vez que a artesanal é feita com foco nos variados aromas e sabores de preferência do consumidor. “Não apenas em uma cerveja para matar a sede”, diz Parkinson. Outra diferença afirma, é a quantidade de cerveja produzida. As artesanais são preparadas em menores quantidades, por isso são mais exclusivas e normalmente mais caras.

Consumidores possuem variedades na hora de escolher cervejas artesanais. Foto: Nicole Almeida

Doutora em Química pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul e cervejeira com curso avançado de tecnologia cervejeira com certificação pela UTM (Technische Universitat Munchen) e pelo Instituto da Cerveja Brasil, Daniely Queiroz atualmente é responsável técnica na Cervejaria Mosteiro em São Carlos. Para ela, as cervejas artesanais ganham espaço nos dias de hoje pelo interesse que as pessoas têm em buscar novos sabores e aromas. “Há harmonização entre a cerveja e uma comida,  um terceiro elemento para a percepção sensorial”, afirma.

As cervejas artesanais costumam ser mais caras. De acordo com Lucas Westhofer, que trabalha na Mr Beer, isso acontece porque são cervejas mais complexas, com mais variedades de insumos e, na maioria das vezes, são puro malte e por conta dos impostos pagos no Brasil ainda serem muito alto para bebidas em geral. As cervejas vendidas na loja costumam custar na faixa de 30 reais.  Segundo ele, este é um mercado que está em alta nos tempos de crise. “Com um planejamento e divulgação é possível alcançar um bom lucro”. Atualmente o perfil de clientes que consomem a cerveja artesanal varia entre classe media alta e alta.

 

Cervejas artesanais na loja  Mr. Beer. Foto: Nicole Almeida.

Túlio Bernardes, amante de cervejas, afirma que para uma cerveja ser saborosa precisa de uma matéria prima e de um lúpulo de boa qualidade, água tratada, preferência de trigo, maturação e descanso certo. Já para Larissa Lopes, uma cerveja é de qualidade quando é puro malte, tem o sabor mais acentuado, diferentes aromas, um toque diferenciado e uma embalagem que a conserve bem.  (Orientação Rosemary Bars)

 


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Digitais é um produto laboratorial da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, com publicações desenvolvidas pelos alunos nas disciplinas práticas e nos projetos experimentais para a conclusão do curso. O layout foi desenvolvido em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Educacional (DDE) da instituição. Alunos monitores/editores de Agosto a Dezembro de 2017: Breno Behan, Breno Martins, Caroline Herculano, Enrico Pereira, Giovanna Leal, Láis Grego, Luiza Bouchet, Rafael Martins. Professores responsáveis: Edson Rossi e Rosemary Bars. Direção da Faculdade de Jornalismo: Lindolfo Alexandre de Souza.

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