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Museu do Futebol segue novas lógicas de mercado

Segundo o jornalista e pesquisador Danilo Christofoletti, as artes e exposições culturais precisam ser rentáveis

Por: Fernanda Machado

Christofoletti: “É melhor ter um museu que seja midiático e capitalista do que não ter um museu porque não dá lucro” (Imagem: Videoconferência)

A experiência de chutar uma bola e medir a força de seu chute, e as interações multimídia, com luzes e cores que instigam o visitante a voltar, são elementos que mostram o foco do Museu do Futebol na audiência e na lucratividade. A afirmação é de Danilo Christofoletti, jornalista e bacharel em Direito, autor da dissertação “A midiatização do futebol brasileiro: um estudo comparativo entre o Museu do Futebol e o Memória Globo.”

Para ele, que pesquisou sob orientação da profa. Mária Rosa, os museus precisam se adaptar à atual cultura de massa e ir além da função social de preservação e divulgação da história. “É melhor ter um museu que seja midiático e capitalista do que não ter um museu porque não dá lucro”, diz.

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Linguagens, Mídia e Arte (Limiar) da PUC-Campinas, Christofoletti alerta para os riscos de enviesamento no conteúdo nessa lógica marcadamente comercial. De acordo com o pesquisador, retratar somente o lado vitorioso do esporte – como grandes vitórias e jogadas magistrais – pode criar a imagem de que não há tropeços ou escândalos, passando a ideia de que essa narrativa distorcida é a versão oficial.

Aqui, acesso à integra da entrevista em vídeo.

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: João Vitor Bueno

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