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Na PUC-Campinas, empresária diz que não disputará eleições, mas criará “o maior grupo político do Brasil”

Por: Enzo Urnhani
Cogitada, nos bastidores políticos, a participar como vice-presidente nas eleições de 2022 em uma chapa situada no campo da esquerda, a empresária Luiza Trajano – eleita pela revista “Times” uma das 100 personalidades mais influentes do mundo – afirmou ontem (16) que não ingressará na vida partidária. Em palestra remota para estudantes do Centro de Linguagem e Comunicação (CLC) da PUC-Campinas, no evento Reverbera, a presidente do conglomerado que só no ano passado anexou 17 novas empresas ao grupo do Magazine Luiza prometeu, no entanto, que continuará atuando na construção “do maior grupo político suprapartidário do Brasil”.
Luiza se referia à comunidade virtual Grupo Mulheres do Brasil, que já conta com 95 mil adesões, com a intenção de “chegar brevemente à casa de 100 mil”. “Eu não vou sair candidata”, reiterou ao afirmar que, se for eleito um partido de esquerda, tentará ajudar na solução dos problemas que considera mais urgentes, “assim como tentei ajudar esse governo”.
Trajano conclamou maior participação feminina na resolução dos problemas sociais. “Não importa quem lançou [uma boa ideia]. Seja direita, esquerda ou centro, temos que ter mais mulheres no poder”, propôs ao afirmar que a ideia não significa “ser contra os homens”.
“Não sou partidarista, nunca fui”, disse Trajano. “O país é meu, é uma casa nossa. A desigualdade social não é só problema do governo, é nosso também. Eu entrei em causas para ajudar o Brasil”, afirmou ao relatar que – desde o início da pandemia – o grupo que abraçou a causa Unidos Pela Vacina levou a milhares de cidades mais de 1 milhão de diferentes produtos.

Ao comentar o reconhecimento que obteve por conta da revista “Time”, Trajano descreveu o processo de comunicação que procura imprimir ao grupo empresarial que lidera, decorrente do período em que ainda era apenas uma balconista de loja no interior de São Paulo.
“O mais importante é saber o que você quer comunicar”, disse ela ao ressaltar que, pela forma como encara a vida, “comunicação não é o que eu penso, mas o que os outros entendem”. De acordo com Trajano, assim como a comunicação pode ser benéfica, pode também destruir a imagem de uma pessoa”. E brincou: “comunicação é igual regime, tem que ficar sempre atento, senão você engorda tudo de novo”.
Para a empresária, algo muito importante para o desenvolvimento da sociedade, e que está em falta, é a tomada de iniciativa. “Tem que fazer de imediato, sem enrolação ou desculpas. Fez e errou? Vai lá e refaz. Essa é a cultura do é pra já”.
Trajano também fez questão de acentuar como um ambiente de trabalho harmonioso tem reflexo na satisfação dos clientes. “Não acredito que seja possível ter uma boa relação com o cliente se você não tem uma boa relação com sua equipe”, disse, ponderando que “atrás da inteligência artificial [dos algoritmos de gestão] tem o humano. Comunicação para mim é tudo”.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Beatriz Mota Furtado
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