Provas realizadas pela PUC-Campinas e Unicamp trazem possibilidades de acompanhamento especial nos casos de doenças psicossociais
Por Diego Caminha e Pietro Próspero
Casos de ansiedade e depressão têm sido cada vez mais comuns entre jovens, principalmente naqueles que passam pelo processo de realizar as provas de vestibulares. O estresse toma conta da cabeça neste período, as provas da Unicamp e PUC-Campinas ocorrem já neste mês de outubro, já o ENEM e USP, as provas ocorrem na primeira metade do mês de novembro. Período conturbado que pode acarretar diversos outros problemas, por este motivo é de vital importância não subestimar a qualidade da saúde mental.
Vestibulares como o realizado pela PUC-Campinas e o COMVEST (Unicamp) trazem em seus editais as possibilidades de enquadramento aos casos de doenças psicossociais. No edital da PUC-Campinas, candidatos com deficiência mental, psicossocial ou outras condições específicas podem solicitar atendimento especial mediante documento oficial emitido por médico psiquiatra ou psicólogo, contemplando recursos como tempo adicional de 60 minutos, sala individual ou com número reduzido de candidatos, além do auxílio de ledor e transcritor.

De forma correspondente, a Unicamp permite que vestibulandos em condições que exijam adaptações solicitem atendimento especializado apresentando laudo de médico especialista com diagnóstico (CID/CIF) e justificativa funcional, garantindo tempo extra de até 20% da duração regular da prova com base em critérios neuropsicológicos, auxílio de transcrição, ledores e ambientes de prova adequados.
As medidas são novas, e vem sendo atualizadas de forma cada vez mais concisa à realidade dos vestibulandos. Segundo a organização da PUC-Campinas, a previsão é de que cada vez mais pessoas passem a ser contempladas por essas medidas, já que o prognóstico é de crescimento no atendimento a candidatos de vestibular com essas condições psicossociais.
Segundo a psicóloga Pâmella Correia, especialista no atendimento e orientação vocacional a jovens e adultos, sobretudo em período de vestibular, a preocupação vai muito além da simples tomada de decisão por um curso. “É um processo decisório, que vai desde entender as próprias aptidões, até de fato conseguir trilhar um caminho e selecionar qual curso cursar. É muito importante entender que cada um possui uma trajetória singular, mas é inerente ao humano se comparar com outros que estejam passando pela mesma situação. E o perigo nasce justamente desse pensamento”.
Pâmella ainda diz que, além de tentar conscientizar seus pacientes, é essencial que compreendam que a escolha de um curso não é uma sentença. Ainda que seja difícil, a psicóloga aponta que é essencial dar luz aos próprios sentimentos e validá-los, mas não entrar numa “espiral negativa” para dificultar ainda mais um processo que já é difícil por si só.
Giovanna de Godoy Souza, 20 anos, estudante de cursinho, conta como funciona sua rotina e suas dificuldades na busca pela aprovação em medicina. “Esse ano eu fui atrás de uma psicopedagoga pra me ajudar com meus estudos e mudou a minha vida, me ensinou novas formas de estudar e organizar, saber como é importante se exercitar, principalmente para quem tem TDAH. Nessa reta final principalmente, nós ficamos com os nervos à flor da pele, devemos tentar manter uma constância, por isso devemos nos orgulhar de cada passo que nós damos”.
Arthur Cardoso Lima Avallone, 18 anos, fez o vestibular de inverno da Universidade São Francisco para estudar engenharia elétrica. Ele fala como foi o processo de seus estudos e a pressão na chegada das provas.
>
Orientação e edição: Adauto Molck
.
.
.
.
.
.
.
.















