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RESENHA – Seu som rejeita fórmulas prontas e nasce da união entre memórias e ambição sem abandonar sua identidade
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O hip-hop segue vivo e continua como protagonista da cena. Em seu último lançamento, Alma de Protagonista, Ruas MC traz a mais pura essência de quem vive o movimento diariamente. Com 13 faixas, o álbum de Ruas mostra suas várias faces, revelando o que o fez crescer. Seu som rejeita fórmulas prontas e nasce da união entre memórias e ambição, da vulnerabilidade pessoal e da firmeza de quem assume o centro da própria narrativa.
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Essa dualidade marca todo o disco. Ruas revisita suas origens com olhar maduro, quase poético, como quem caminha pelas ruas da infância e reconhece nelas quem esteve ao seu lado e suas potências. Há emoção, mas também impulso: a vontade de seguir em frente sem abandonar sua identidade.
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As participações reforçam a jornada. Iuri Rio Branco, Paulo DK, LEALL, Arcanjo Ras, Kohuru e Maui somam perspectivas sem disputar protagonismo. São presenças que ampliam a narrativa, mas deixam claro: a história é dele. Musicalmente, o álbum é consistente. As batidas se moldam a Ruas, e não o contrário. Há escolha estética consciente, recusa ao exagero e atenção às letras, que transitam entre confissão e manifesto.
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Alma de Protagonista é a manifestação de um artista que entende que protagonizar não é aparecer mais, e sim assumir sem medo sua própria trajetória. Ele estreia com segurança. Carregar a rua no peito não é peso, é combustível. O álbum respira rua, realidade e hip-hop, e mostra que Ruas MC não está chegando. Ele já chegou.
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Orientação e edição: Adauto Molck
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