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Primeira edição da Casa Aberta Mutá ofereceu ao público opções de artesanato e cultura em espaço autoral
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Equipe Casa Mutá, da esquerda para a direita: Lívia Weber, Diana Negrini e Ana Laura Bonnemasou
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Texto e imagens: Maria Fernanda Esmeriz
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No último domingo, dia 9/11 a Casa Mutá realizou a primeira edição da “Casa Aberta Mutá”, reunindo 27 expositores em um encontro que teve como destaque a produção artesanal. O público pôde conferir uma diversidade de opções, que variaram entre artesanato, gastronomia e acessórios. A idealizadora do projeto e fundadora da casa, a estilista Diana Negrini, explicou que a Casa é uma evolução de sua marca autoral, Mutá – Viva Leve. “Apareceu a possibilidade de vir para esta casa, o que juntou dois desejos gigantes meus: ter a minha marca em algum espaço físico e abrir espaço para o autoral, trazer os artistas locais de todas as vertentes e valorizar a arte e projeto deles. Campinas tem muita gente talentosa, e a gente precisa abrir esse espaço para que muito mais pessoas mostrem a sua arte.”
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Anteriormente, Diana e a equipe trabalhavam em um ateliê no bairro Chapadão, em Campinas, mas a busca por um lugar maior e mais propício para o coletivo impulsionou a mudança. A designer de moda Ana Laura Bonnemasou, que também integra a Casa Mutá, reforça a importância da nova localização: a ida para o centro de Campinas tem a intenção de “reviver o centro da cidade” através da arte e do empreendedorismo local.
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O evento de domingo atraiu expositores de diversas cidades, todos com o compromisso de trabalhar com produção autorial. A artesã Renata Melato é uma delas. Vinda de Jundiaí, ela expôs sua marca de bolsas e xales Ciale. Sua transição para a arte manual começou em 2022, após anos na rotina como empregada CLT. “Eu venho de uma família de mulheres muito criativas que a vida inteira mexeram com algum tipo de arte manual. Eu aprendi a fazer crochê com a minha vó há muito tempo”, contou Renata. O que começou com a produção de xales para presentear amigas e familiares, e um regaste da arte durante a pandemia de Covid 19, rapidamente se tornou um empreendimento.
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Renata Melato e suas bolsas // Lidiane Pires e Damiana Melegari // Floricultora Camila Liboni
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A artesã Lidiane Pires expôs seus produtos aromáticos, uma parceria com sua sócia Damiana Melegari com a marca Flor & Fluir, e tem uma história similar de reinvenção. Após de mais de 20 anos na área de estética e massoterapia, Lidiane procurava uma transição de carreira, focando no que fazia para si mesma. “Eu já fazia as velas aromáticas para mim mesma. Fiz curso e tudo mais. Me incentivaram a começar a vender. E aí comecei também a produzir home spray, difusores.”, relatou.
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A conexão com a Casa Mutá se deu de forma curiosa. Damiana viu e se apaixonou pela porta da casa, o que as levou a descobrir a feira e entrar em contato. “Por conta de uma porta surgiu a oportunidade de estar expondo aqui”, lembrou Lidiane, rindo.
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Responsável pela sessão botânica com sua floricultura Le Quack, Camila Liboni trouxe o contato com a natureza de sua infância em Minas Gerais. Embora tenha formação em marketing, ela sempre sentiu atração pela Biologia. Ela uniu suas paixões em um único negócio: “Eu falei para mim mesma ‘tenho que achar alguma coisa para fazer, e a única coisa que eu consigo fazer gostando todos os dias é vender. E aí eu entendi: o que eu gostava era de vender e de plantas”, finalizou.
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Interior da casa foi reservado para as peças da marca Mutá, da estilista Diana Negrini
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Segundo Diana Negrini a Casa Mutá nasceu com o propósito de ser um ponto de encontro para a moda autoral, a arte e a cultura local em Campinas. Localizada na rua José Paulino, no bairro Vila Itapura, a casa funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h.
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Orientação: Adauto Molck
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