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Metanol em destilados preocupa o campineiro

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Foram ouvidos a química Erica Figueiredo e o médico Vinícius do Santos para falar dos perigos dessa substância no organismo

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Texto e imagens: Danilo Real  e Lorena Bonfá

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A substância metanol, comum no meio químico, abalou o mercado nacional de bebidas destiladas na última semana. Foram registrados 24 casos no país e cinco mortes, todas no Estado de São Paulo. Quando ingerido causa sintomas como náuseas, vômitos, perda de visão e morte. A adulteração das bebidas tem preocupado consumidores comerciantes e produtores de Campinas e região. O que se sabe até o momento é que os primeiros casos, ocorridos no final de agosto, tenham surgido através da ingestão de bebidas alcoólicas destiladas, oriundas de fábricas clandestinas. A suspeita é que tais fábricas tenham usado o metanol para higienizar as garrafas antes de serem envasadas com a bebida adulterada.

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A química Erica Figueiredo, professora e responsável pelo laboratório da ETEC Conselheiro Antônio Prado há 20 anos, comentou sobre as propriedades e perigos do metanol no áudio abaixo.


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O Ministério da Saúde publicou, no dia 7 de outubro, um anúncio do ministro Alexandre Padilha acerca da ampliação da rede de apoio para a realização de testes de casos suspeitos de intoxicação, que tem o apoio da Unicamp, onde passarão a ser realizados até 190 testes por dia.

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O médico Vinicius dos Santos apontou, no áudio abaixo, os danos que o metanol pode causar para o corpo humano quando ingerido.

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O motivo para a alta nos casos é a comercialização de produtos adulterados. Por isso, os vendedores devem prezar pela compra e distribuição de produtos que estejam dentro dos padrões estabelecidos. O consumidor final deve se prevenir evitando a ingestão de bebidas destiladas ou exigindo dos estabelecimentos a procedência dos produtos. Fernando Pacheco, sócio de um bar, contou como a alta dos casos tem abalado o setor nas últimas semanas

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Atualmente, o resultado das investigações mostra que parte das bebidas encontradas tiveram a substância adicionada de forma proposital, não tendo ocorrido durante o processo de destilação natural. Esses resultados reforçam a importância de o consumidor ter sua atenção redobrada ao adquirir bebidas destiladas, assim, frequentando locais confiáveis e que estejam nas conformidades da lei.

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A química Erica Figueiredo // O médico Vinicius dos Santos // Fernando Pacheco, dono de bar

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No começo do mês de outubro, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a compra e distribuição de 2 mil novas ampolas de álcool etílico, usado no tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. A expectativa é que a contaminação seja controlada nas próximas semanas.

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Orientação e edição: Adauto Molck

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