Diante de obras extravagantes, os visitantes descrevem o acervo colorido como diferente, criativo e curioso
Por: Bianca Garutti

A exposição hiper sensorial de avaf, sigla para assume vivid astro focus, um tipo de arte que trabalha com uma superabundância de cores e formatos, segue até 30 de julho no quinto andar do Sesc da avenida Paulista. Organizado em formato de labirinto, o espaço conta com uma vasta quantidade de suportes que variam entre papeis de parede, quadros, neons, vídeos, tapeçarias e vitrais.
Com o intuito de proporcionar uma experiência imersiva aos visitantes, a mostra busca elevar ao máximo a capacidade de percepção do ser humano. “Eu me senti como se estivesse dentro de uma piscina de bolinhas. São tantas informações para olhar ao mesmo tempo, todas repletas de muitas cores, que me despertam uma enorme sensação de felicidade”, comentou Anne Duarte, que visitou a exposição junto de seu filho Caio, de 8 anos.

A exposição usa das cores como um instrumento principal de comunicação com seu público, traço que caracteriza produções do estilo avaf. Diante de obras de extrema extravagância, os visitantes descrevem o acervo como diferente, criativo e curioso.
Beatriz Liberato, de 28 anos, contou que tem o hábito de visitar mostras de arte junto de sua amiga Bárbara Santos, mas que a exposição de avaf lhe chamou a atenção por ter um viés diferente do usual. “É caótico, foge completamente do estilo abstrato contemporâneo que estamos acostumados a encontrar em exposições de arte”.

Além da aparência chamativa das obras, a mostra usa de mais uma técnica para contribuir com seu caráter imersivo: a disposição em formato de labirinto. A estratégia torna a experiência dos visitantes ainda mais inusitada.
Contendo diversas obras interativas, a exposição cria um vínculo ainda maior com o seu público, que pode facilmente se relacionar com as artes por meio de espaços que cumprem a função de cenário para fotos e um papel de parede que exige óculos 3D para ser visto com nitidez.
Com um público médio de 2 mil visitantes por dia, a exibição chamada de alterações vividas absolutamente fantasiosas, tem como objetivo diminuir a lacuna entre a figuração e a abstração. No espaço, artes se alternam com frequência entre imagens reais e concretas, e figuras de caráter imaginário e subjetivo.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Melyssa Kell

