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Campinas Anime Fest aconteceu no último domingo (15) em novo local e com ingressos esgotados
Por: Leonardo Fernandes
Os fãs de animes, K-pop, quadrinhos e demais nichos da cultura pop puderam visitar o Campinas Anime Fest 2022 no dia 15 de maio, realizado no pavilhão de eventos da Expo Dom Pedro. Com o local cheio no último domingo, a feira reuniu apreciadores dos tipos de entretenimento citados, e contou com apresentações musicais, palestras, expositores de produtos.

De acordo com dados da Avalon Eventos, empresa responsável pelo CAF, todos os lotes de ingressos foram vendidos para o encontro do dia 15, que aconteceu entre 11h e 19h. Nisso, as expectativas dos organizadores foram atingidas, ao que foi mencionado em entrevista anterior que eram esperados cerca de cinco mil frequentadores.

Entre crianças, jovens e adultos, o público plural do Anime Fest foi marcado por vários cosplayers, que são aqueles que se vestem de seus personagens favoritos da ficção. Muitos ficam meses na preparação de suas roupas para o evento, como é o caso da cosplayer Mayara Tatiellen Viana, de 25 anos. Mayara se vestiu do personagem Bakugou, parte da animação japonesa “My Hero Academia”, e segundo a jovem, a roupa levou três meses para ficar pronta. “Por conta das manoplas, dos acessórios e tudo mais, demorou um pouco, mas valeu a pena. Esse ano tem muitos cosplays, com variedade e muito bem feitos”, diz.
Além da cosplayer, fantasias dos mais diversos assuntos puderam ser vistas no local. “Power Rangers”, “Pokémon”, “Naruto”, games como “League of Legends” e “Genshin Impact” — que tinham uma sala exclusiva para jogar no evento — e animes mais novos como “Demon Slayer” e “Tokyo Revengers” são só alguns exemplos de temas das roupas dos frequentadores.
Para Mayara, a edição 2022 do CAF estava cheia na Expo. “Como é o primeiro ano da feira aqui no pavilhão, acho que ficou um pouco apertado, e particularmente eu preferia o Liceu”, conta. Antes, o Campinas Anime Fest era realizado exclusivamente no colégio Liceu Salesiano, e a edição especial no Dom Pedro permitiu um maior número de pessoas e uma montagem diferente das atrações.
E referente a tais atrações, a área chamada Artist’s Alley funcionou como um espaço para que desenhistas e escritores pudessem expor seus trabalhos. Lá, a ilustradora Rebeca Armus esteve entre os artistas, e pôde apresentar ao público o seu talento.

Rebeca tem 26 anos, e este foi o terceiro evento do CAF que compareceu como profissional. A jovem começou a divulgar seus projetos na internet, na conta que mantém no Instagram, por exemplo, e seu foco atualmente é desenhar artistas do K-pop como o grupo BTS — cujas músicas podiam ser ouvidas no ambiente do Anime Fest. Nas palavras de Bianca, a organização da feira também estava bem diferente do Liceu, em relação aos stands dos desenhistas. “Das outras vezes, a Artists’ Alley era bem na entrada, e não tinha como passarem e não verem a gente. Agora, estamos num lugar que parece passar menos pessoas”, diz.
Falando no K-Pop, o Anime Fest promoveu a competição do “Circuito K-Pop” para que grupos da RMC, que realizam covers de músicas pop sul-coreanas, pudessem participar. Com júri, plateia e um palco específico no pavilhão, o torneio de K-Pop contou com 22 grupos da região metropolitana, com adolescentes e jovens de diversas cidades. Os participantes inclusive combinaram figurino para caracterização dos artistas que estavam representando nas danças.
A professora de dança Natalia Pires Ribeiro, que reside em Americana, falou sobre o quadro de jurados do torneio K-Pop Cover; que já era alvo de correção segundo os grupos participantes, desde as outras edições do Anime Fest. “Dissemos para o CAF trazer profissionais da área da dança, e que entendem dessa modalidade específica. Os jurados eram 100% capacitados, o que foi bom, mas eles (os organizadores do CAF) ainda pecam no quesito premiação. O que é dado aos vencedores ainda é pouco para todo o esforço e gasto financeiro que os grupos têm”, fala.

Natalia participou da competição com o grupo que faz parte, o “ICON-E”, e comentou que o nível dos grupos cover aumentou de alguns anos para cá. “Há um nível muito elevado de dançarinos e competidores presentes. Realmente está se tornando algo profissional, e querendo ou não, essa competição está ocupando boa parte da programação do público que visita o evento”. Além das aulas que dá em estúdio, a professora também compartilha tutoriais nas redes sociais, e já tem mais de um milhão de curtidas na sua conta no TikTok. No CAF, Natalia ficou em terceiro lugar no pódio.
Orientação: Prof. Gilberto Roldao
Edição: Sophia de Castro
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