Economia

Feiras promovem empoderamento feminino

Eventos bimestrais vão estimular rede de negócios das mulheres empreendedoras em Campinas

Por: Otoniel Bueno de Lima, Samuel Heleodoro Garcia e Danielle Xavier da Silva

Feira de Mulheres Empreendedoras de Campinas
Feira de Mulheres Empreendedoras de Campinas, ocorrida em março (Foto: Eduardo Lopes – Prefeitura de Campinas/ Divulgação)

Agregar mulheres para promover o empoderamento econômico feminino é o objetivo da Feira de Mulheres Empreendedoras de Campinas, que vai reunir, de dois em dois meses, expositoras para valorizar o potencial das mulheres no mundo dos negócios. A primeira mostra ocorreu no início de março, entre os dias 9 e 10, e reuniu 125 expositoras na Estação Cultura. A iniciativa é da Prefeitura de Campinas, por meio do Centro de Referência e Apoio à Mulher (Ceamo).

Segundo Grazielle Coutinho Moreno, coordenadora do Ceamo, muitas mulheres se deparam com a dificuldade de participar de uma feira por conta da alta taxa e liberação da Setec. “Nesse projeto, estamos trazendo o perfil de mulheres em situações vulneráveis, que estão sofrendo violência doméstica ou que, por outras razões, precisam de autonomia financeira”, afirmou. De acordo com dados do Sebrae e da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2020, o Brasil é o sétimo país com o maior número de mulheres empreendedoras no mundo. De 52 milhões de empreendedores no país, 30 milhões são mulheres.

O projeto da feira surgiu do fato de que a taxa de mulheres responsáveis por seus lares chegou a 75,35% em 10 anos, entre 2000 e 2010, o que corresponde a 37% das famílias campineiras, de acordo com dados do IBGE.

Jaqueline Fernanda Rocha é uma dessas empreendedoras. Ela começou quando ainda trabalhava no regime CLT para ter uma renda extra. Vendia roupas, produtos de beleza, e, após perder o emprego, gostava de passar mais tempo com sua filha e ter um dinheiro extra. Depois de negociar produtos dos mais variados nichos, a empreendedora começou a vender roupas e estudar melhores condições para as vendas. No início, negociava no apartamento em que vivia. Depois abriu um estabelecimento comercial com uma sócia. “Conseguimos montar uma loja e percebemos a diferença. Tivemos de mudar nossa estratégia, pois é muito diferente vender de porta em porta com as roupas em uma mala e ter um espaço físico. Há a necessidade de sempre repor e ter variedades”, explica.

Sandra Franco, com cerca de 20 anos no mundo das vendas, começou como vendedora de loja, passou pela gerência e pela supervisão de uma rede até que decidiu investir em seu próprio negócio. O medo e a insegurança fizeram parte da vida de Franco quando optou por empreender, mas outras pessoas a incentivaram e a inspiraram a entrar no empreendedorismo. “Eu e mais três amigas iniciamos com o nosso brechó, fazíamos um evento por mês e trabalhávamos com vendas online. Tivemos o nosso ponto físico, mas todas seguiram com outros objetivos. Já eu continuei”, comentou.

A empreendedora realiza as vendas online e em seu ponto físico no Cambuí. Ela revela sua paixão pelo mundo dos negócios: “amo o que eu faço e não quis desistir, sempre que eu posso ajudar e incentivar outras mulheres a serem empreendedoras, faço com muito orgulho e coragem, e eu não tive isso lá atrás. Todas as mulheres são capazes e devem acreditar no seu sonho. Se querem empreender, precisam acreditar que vai dar certo e se jogar”, disse.

Orientação e Edição: Prof. Artur Araujo


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