Times de Campinas apostam em reestruturação

Restruturação é vista como caminho para retomar os dias de glória do futebol da cidade


Planejamento é trunfo para o Guarani

Por Gabriel Ferrari

(6º semestre)

Quem é amante do futebol brasileiro sabe a importância e a representatividade do Guarani Futebol Clube no cenário nacional. Dono do rótulo de único campeão brasileiro do interior e de campanhas memoráveis, o Bugre viveu momentos dramáticos na última década. Fora da elite do futebol brasileiro desde 2010, o alviverde campineiro viu sua história ser manchada por episódios lamentáveis. Falta de pagamento, imbróglios judiciais, desempenho desanimador fizeram a equipe campineira perder seu brilho pelos quatro cantos do Brasi

Porém desde 2014 o Guarani passa por uma verdadeira faxina. O grupo político liderado por Horley Senna, assumiu o clube beirando a insolvência e em pouco menos de 3 anos colocou o Bugre entre os postulantes ao acesso à Série A de 2018. Em contato com a reportagem, Senna comentou sobre a situação em que encontrou o clube: “Pegamos o Guarani à beira de fechar as portas. Era um clube que não pagava, não honrava com seus compromissos jurídicos e aos poucos ia colocando seu patrimônio em cheque”. Ainda em 2014, Horley fechou um acordo envolvendo a área do Brinco de Ouro com o Grupo MMG. Senna negociou todo o complexo do estádio e colocou um pouco mais de oxigênio no lamaçal em que o clube vivia. O acordo firmado mediante a justiça do trabalho prevê: um novo clube social, um centro de treinamento e uma arena com capacidade para 12 mil torcedores e a quitação de todas as dividas trabalhistas e fiscais (mais de 120 milhões).

Anaílson Neves com Horley Senna em coletiva de imprensa Foto: Gabriel Ferrari

Dentro de campo, os reflexos das mudanças também surtiram efeito. Anailson Neves superintendente de futebol explica que o planejamento e a continuidade foram importantíssimos para recolocar o Guarani no cenário do futebol: “Em 2015 implementamos a política de continuidade no clube. Fizemos um Campeonato Brasileiro bom mas não conseguimos o acesso. Porém a continuidade do trabalho de 2015, junto com a chegada de profissionais gabaritados fez toda a diferença no ano seguinte”, afirmou.

Em 2016, o Bugre optou por contratar dois gestores formados e com experiência no ramo. Rodrigo Jorquera Pastana (executivo de futebol) e Marcus Vinicius Beck Lima (gerente de futebol) chegaram ao Bugre com a missão de levar o clube de volta a Série B. Missão dada. Missão cumprida. Sob o comando de Marcelo Chamusca, com uma folha salarial enxuta (400 mil reais) e com a manutenção de boa parte da base do ano anterior, o Bugre subiu com uma das melhores campanhas da história da Série C na primeira fase.

Definitivamente não é exagero dizer que o Guarani foi do céu ao inferno em pouco mais de 4 anos. Com um planejamento bem modelado, profissionalismo e continuidade no trabalho o Bugre parece ter encontrado a chave do sucesso. Em 2017, o alviverde de Campinas é forte postulante ao acesso à Série A. De todas as 24 rodadas, o Bugre passou 16 no G-4 se tornando um forte candidato ao retorno a elite do futebol brasileiro no ano que vem. (Rosemary Bars)

Ponte Preta sofre com falta de público

Por Vinicius Pratti e André Testa

Uma equipe que, durante muito tempo alternou as divisões, subindo e caindo ano pós ano, hoje apresenta regularidade. Desde 2015, ano que subiu de divisão, a Ponte Preta terminou na 11ª colocação do campeonato e assegurou sua vaga na Copa Sul-Americana. Desde então, disputa apenas a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, quase sempre melhorando seu desempenho. Hoje é considerada a quinta força das competições no Estado de São Paulo.

Torcida da Ponte Preta na entrada do estádio Moíses Lucarelli
Foto: Vinicius Pratti e André Testa

Porém, um fator voltou a incomodar o clube. A média de público abaixo do esperado, 6.225 pagantes, com máxima de 11.694 e mínima de 2.542, ocupando a última colocação no ranking nacional. Junto a isso vem o fator financeiro. A macaca, na temporada de 2015 obteve uma renda líquida total de R$ 1.505.201,41. Um clube que disputa a série A da competição nacional, apresenta dificuldades para se manter financeiramente com um público baixo e os problemas começaram a aparecer.

Um deles foi a constante troca de técnicos durante a temporada. Três nomes tomaram conta do cargo, Guto Ferreira, que deixou o time na 16ª rodada da competição para a entrada de Doriva, que durou apenas 13 rodadas no comando e, por último, o técnico interino Felipe Moreira. “O desempenho do torcedor influencia nos resultados do time. Acredito que se não tivéssemos tido uma média de público tão baixa dentro de nossa casa, teríamos almejado algo maior na competição”, disse João Brigatti, auxiliar técnico da macaca.

Na temporada, a macaca deu um passo muito importante em sua história, o que ajudou no desempenho da equipe. Em 2015, o clube anunciou o contrato de patrocínio, com a marca de refrigerantes Viva Schin, da empresa Brasil Kirin, vínculo válido até o final de 2017. A equipe já contava com o patrocínio de Adidas, Brahma e Powerade. O patrimônio da Ponte Preta não se resume ao estádio Moisés Lucarelli: tem duas lojas oficias, 26 franquias de escolinhas de futebol e o Recanto da Macaca, usado pelas categorias de base.

Em 2016, o time teve um bom desempenho no decorrer da competição, com contratações no início da temporada e com apenas uma troca de técnico (Eduardo Baptista por Felipe Moreira). O time acabou o campeonato na 8ª colocação e assegurou, mais uma vez, a vaga na Copa Sul-Americana, e disputou as oitavas de finais.

Mesmo com uma média de público inferior, a Ponte demonstrou bons resultados dentro e fora de casa. Dessa vez não ficou com a última colocação no ranking nacional, à frente apenas do lanterna América-MG. Sob seu domínio, obteve uma média de 5.329 pagantes, com a máxima de 10.912 e mínima de 3.086. Os patrocinadores se mantiveram.

2017 é um ano mais difícil para o time que está na 13ª colocação e a apenas dois pontos da zona de rebaixamento, uma inconstância no Brasileirão, com sete vitórias em 22 rodadas. A sua média de público continua conturbada, estando na lanterna do ranking, com 4.462 pagantes na média total, o que demonstra o descontentamento da torcida em relação à campanha produzida pelo time.

A base do time veio do Campeonato Paulista, sendo que a principal contratação foi o atacante Emerson Sheik. Veterano e experiente, veio como promessa de gols e está efetuando seu papel muito bem no time. (Rosemary Bars)

Red Bull quer se reconstruir para próxima temporada

Por Leonardo Gagliardi

Com apenas dez anos de existência, o Red Bull Brasil já ganhou destaque no cenário paulista e também pretende crescer no nacional. O clube, que estampa uma famosa marca de bebidas energéticas, conta com diversas filiais na Europa e, há algum tempo, aposta no mercado futebolístico brasileiro.

O time de Campinas, nas últimas três temporadas e em 2015, participou da série D do Campeonato Brasileiro e teve um desempenho irregular, somando apenas oito pontos em oito rodadas, com aproveitamento geral de 38,9%. Dessa forma, o touro não conseguiu permanecer na 4ª divisão.

O resultado foi a baixa de público, com média de 511 presentes por partida e um total de 2.043 torcedores na primeira fase do Brasileirão. Com isso, a renda líquida se manteve negativa durante toda série D e somente nos duelos contra os grandes clubes pelo Campeonato Paulista Série A1 os números foram positivos. O técnico de futebol do Red Bull, Paulo Silas Pereira disse ser normal não ter grande torcida “por ser um time novo”. A alternativa, afirma. Foi procurar outras receitas de arrecadação para arcar com as despesas do aluguel do estádio Moises Lucarelli e com a folha salarial da equipe.

Por: Leonardo Gagliardi

Na temporada de 2016, o calendário foi mais enxuto pela não classificação para disputa da série D do Campeonato Brasileiro. Seu planejamento e orçamento foram direcionados para o Campeonato Paulista e para a Copa do Brasil. “Não disputar o Brasileirão foi negativo, pois nossos atletas participaram de jogos oficiais apenas no primeiro semestre e ficar sem atuar é prejudicial”, disse Bettine. “Sem contar que financeiramente ficar de fora do Brasileirão também afeta os cofres do clube”.

Neste ano, o Red Bull registrou um desempenho regular no Campeonato Paulista e terminou na 13ª colocação, com 35,6% de aproveitamento. No fim do primeiro semestre, voltou a participar do Campeonato Brasileiro na 4ª divisão e foi eliminado na primeira fase, ficando na 3ª colocação. A equipe somou sete pontos em seis rodadas, com aproveitamento de 36,5%.

A média de público despencou ainda mais nesta edição do Brasileirão, com média de 196 torcedores por partida e um total de 589 pessoas presentes acompanhando a campanha da equipe na Série D. (Orientação Rosemary Bars)


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