Planejamento é trunfo do Guarani para retornar a elite

Ponte Preta, Guarani e Red Bull adotam medidas para figurar no cenário nacional do futebol. Restruturação é visto como caminho para retomar os dias de glória do futebol da cidade.


Único campeão brasileiro do interior passou por maus momentos nos últimos anos

Quem é amante do futebol brasileiro sabe a importância e a representatividade do Guarani Futebol Clube no cenário nacional. Dono do rótulo de único campeão brasileiro do interior e de campanhas memoráveis, o Bugre viveu momentos dramáticos na última década. Fora da elite do futebol brasileiro desde 2010, o alviverde campineiro viu sua história ser manchada por episódios lamentáveis. Falta de pagamento, imbróglios judiciais, desempenho desanimador fizeram a equipe campineira perder seu brilho pelos quatro cantos do Brasi

Porém desde 2014 o Guarani passa por uma verdadeira faxina. O grupo político liderado por Horley Senna, assumiu o clube beirando a insolvência e em pouco menos de 3 anos colocou o Bugre entre os postulantes ao acesso à Série A de 2018. Em contato com a reportagem, Senna comentou sobre a situação em que encontrou o clube: “Pegamos o Guarani à beira de fechar as portas. Era um clube que não pagava, não honrava com seus compromissos jurídicos e aos poucos ia colocando seu patrimônio em cheque”. Ainda em 2014, Horley fechou um acordo envolvendo a área do Brinco de Ouro com o Grupo MMG. Senna negociou todo o complexo do estádio e colocou um pouco mais de oxigênio no lamaçal em que o clube vivia. O acordo firmado mediante a justiça do trabalho prevê: um novo clube social, um centro de treinamento e uma arena com capacidade para 12 mil torcedores e a quitação de todas as dividas trabalhistas e fiscais (mais de 120 milhões).

Dentro de campo, os reflexos das mudanças também surtiram efeito. Anailson Neves superintendente de futebol explica que o planejamento e a continuidade foram importantíssimos para recolocar o Guarani no cenário do futebol: “Em 2015 implementamos a política de continuidade no clube. Fizemos um Campeonato Brasileiro bom mas não conseguimos o acesso. Porém a continuidade do trabalho de 2015, junto com a chegada de profissionais gabaritados fez toda a diferença no ano seguinte”, afirmou.

Em 2016, o Bugre optou por contratar dois gestores formados e com experiência no ramo. Rodrigo Jorquera Pastana (executivo de futebol) e Marcus Vinicius Beck Lima (gerente de futebol) chegaram ao Bugre com a missão de levar o clube de volta a Série B. Missão dada. Missão cumprida. Sob o comando de Marcelo Chamusca, com uma folha salarial enxuta (400 mil reais) e com a manutenção de boa parte da base do ano anterior, o Bugre subiu com uma das melhores campanhas da história da Série C na primeira fase.

Definitivamente não é exagero dizer que o Guarani foi do céu ao inferno em pouco mais de 4 anos. Com um planejamento bem modelado, profissionalismo e continuidade no trabalho o Bugre parece ter encontrado a chave do sucesso. Em 2017, o alviverde de Campinas é forte postulante ao acesso à Série A. De todas as 24 rodadas, o Bugre passou 16 no G-4 se tornando um forte candidato ao retorno a elite do futebol brasileiro no ano que vem. (Rosemary Bars)

 


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