Acervo inclui 21 exemplares de jornais alternativos como Convergência Socialista, Tribuna Operária e Pasquim
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O nome da exposição no formato de faixa // Alguns dos jornais expostos // Os créditos dos trabalhos
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Reportagem: Aline Assis e Marcos dos Reis
Fotos: Aline Assis
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O Museu da Cidade de Campinas, no Lago do Café, abriu agora em setembro a mostra Imprensa Censurada: Vozes que não devem ser caladas, reunindo edições de jornais da imprensa alternativa produzidas entre 1978 e 1983. O trabalho foi realizado com o acervo doado pelo historiador Célio Turino que mostra como Campinas e o movimento estudantil viveram a luta pela redemocratização. A curadoria dos materiais foi realizada pelas estagiárias de História, Ana Júlia Barbosa, Letícia Arendt e Jéssica Moreno, sob orientação da coordenadora Lilian Alvisi e o historiador Américo Baptista Villela.
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Américo Villela destaca que a proposta das estudantes foi dar centralidade ao movimento estudantil e, ao mesmo tempo, ampliar o alcance do acervo por meio da digitalização dos materiais.
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Ele explica ainda que a intenção é que a mostra não seja apenas uma visita expositiva, mas um ponto de partida para estimular jovens a pesquisar e refletir sobre o período da ditadura.
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O historiador Américo Baptista Villela contou com ajuda de suas alunas para montar a mostra
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A jornalista Vilma Amaro, atual diretora de base da Regional ABC do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, esteve próxima ao movimento estudantil durante a ditadura. Na época, foi eleita vice-presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da PUC-São Paulo e militou no Partido Operário Revolucionário Trotskista (PORT). Ela lembra a repressão que jornais alternativos sofriam no período:
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Vilma ressalta que essas publicações cumpriam um papel essencial ao revelar o que a grande imprensa, limitada pela censura, não conseguia mostrar.
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Ela afirma que exposições como a realizada pelo Museu da Cidade reforçam a importância de uma imprensa livre diante dos ataques a jornalistas em diferentes partes do mundo.
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O acervo inclui 21 exemplares de jornais alternativos como Convergência Socialista, Tribuna Operária e Pasquim e narra o processo de reconstituição da democracia brasileira em diálogo com o contexto atual de ameaça à democracia desde os eventos de 2022–2023. Além da seleção de jornais para a mostra física, a curadoria se estende ao acervo digital ou sob consulta prévia e orientação para acesso ao acervo.
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A estudante de jornalismo Jamilly Eloisa Carvalho Pinto conferiu a mostra online e destaca suas impressões, principalmente para a formação e inspiração da nova geração de jornalistas:
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A exposição fica no Muse da Cidade, no Lago do Café, perto da Lagoa do Taquaral, até 30 de outubro
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SERVIÇO
Digitais recomenda: Exposição Imprensa Censurada: Vozes que não devem ser caladas
Onde: Museu da Cidade – Casa de Vidro, Lago do Café
Endereço: Avenida Dr. Heitor Penteado, 2145, Parque Taquaral, Campinas – SP
Período: vai até 30 de outubro de 2025
Horários: Terça a sexta, das 9h às 12h e das 14h às 17h | Sábados, das 12h às 16h
Entrada: Gratuita
Mais informações: através do e-mail
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Orientação e edição: Adauto Molck
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