Foram 250 atrações envolvendo música, dança, teatro, capoeira e exposições de livros com os próprios autores e editores
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Texto e Imagens: Bruno Dantas
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Em sua 8ª edição da Feira Literária e Artística de Americana, que ocorreu no dia 14 de setembro deste ano, teve como cenário o Jardim botânico de sua cidade. Com mais de 250 atrações envolvendo muita música, dança, teatro, capoeira e exposições de livros apresentadas pelos próprios autores, a FLAAM, conduziu os visitantes a transitar no mundo da cultura, sem se desconectar da realidade, por meio da reconexão e preservação do meio ambiente.
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Cristina Lazaretti e a fadinha // o biólogo e jornalista Juliano Schiavo // Marcia Tomiyama organizadora
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Segundo um dos organizadores da feira o jornalista e biólogo Juliano Schiavo, trazer esse projeto a realidade, não foi uma tarefa fácil. “A gente começou esse projeto em 2017, o objetivo era reunir no mesmo espaço escritores, poetas, músicos, todas as pessoas ligadas à literatura e à arte. E hoje, chegando na edição de 2025, a gente viu que conseguimos conquistar o que a gente queria, que é unir no mesmo espaço toda essa equipe literária e artística”.
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“Com o sonho de ter um espaço que abrisse portas para os artistas e para os escritores em Americana, nós começamos assim, do nada e foi evoluindo a cada ano. Então hoje a gente ver que o botânico está lotado, quer dizer que a gente já atingiu o nosso objetivo”, completou Márcia Tomiyama uma das organizadoras do evento.
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E foi no Jardim Botânico de Americana onde pessoas de várias idades, cidades e gostos, ouviram as histórias que ali estavam sendo contadas. “Eu quero que a criança entre, e ache que o dragão e a fada moram aqui. E com esse projeto, aliando então a literatura e a fantasia nesse mundo lúdico, quero que eles deixem um pouco a realidade, e possam viver essa arte de encantar através da própria história”, conta Cristina Lazaretti representante do projeto Mundo Encantado da Tininha da Casa do Conto.
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Membros do Abadá Capoeira de Americana apresentaram-se no Jardim Botânico
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Além das histórias contadas a FLAAM contou com a apresentação da Abadá Capoeira, entre várias peças artísticas dispostas pelo jardim, como os desenhos e trabalhos fotográficos feitos pelos participantes do concurso de fotografia que aconteceu na feira.
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“Eu achei o ambiente muito legal, o evento está muito bem organizado e espero ter um dia bem produtivo”, contou Natalia Scortuzzi representante da Editora Diário Macabro. “Eu ainda não dei a volta completa na feira, eu vim aqui porque estou expondo também, mas minha expectativa mesmo é vender alguns livros, conhecer gente nova, conhecer outros autores e conhecer mais, tanto do espaço aqui do parque como outros livros e tudo mais”, disse Zu Medeiros expositora da feira.
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Em meio a cultura e a arte que tomou conta do Jardim botânico, um outro elemento também teve seu espaço. A Associação Barco Escola da Natureza de Americana (ABEA), mostrou que educação e cuidado com o meio ambiente, são fatores essenciais para a preservação da natureza local. “A nossa participação aqui na feira é muito importante para que cada vez mais pessoas possam conhecer o nosso projeto de educação ambiental que tem um foco principal na recuperação e preservação da nossa represa Salto Grande. Muitas pessoas que não conheciam o projeto estão tendo a oportunidade de conhecer, de ter um olhar mais amoroso e carinhoso para o nosso reservatório e também conhecer a nossa biodiversidade de fauna e flora local”, disse Beatriz Saval, bióloga e representante do projeto Barco Escola.
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Nathalia Sorgon Scotuzzi expositora // Zu Medeiros autora // Beatriz Saval do projeto Barco Escola
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O evento que teve início as 8 da manhã e finalizou suas atividades as 6 da tarde, contou com a presença de food trucks assim como o apoio de editoras, associações e do comércio local americanense.
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Orientação e edição: Adauto Molck
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Rosa Quero, mãe de Gabriel Quero, expositor e autor do livro Trovejante
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