Destaque Notícias

CEAAB completa dois anos de trajetória na PUC-Campinas

Evento contou com homenagens, música e discursos que reafirmaram o papel do centro na luta contra o racismo

.

Homenageados “Diálogo sobre o Racismo” reunidos no auditório do Campus I da PUC-Campinas

.

Texto e imagens: Gabriela Belloto

.

Entre as batidas ritmadas dos tambores do atabaque pelos Ogãs e ao som de “Mamãe Oxum” entoado pelo coral da universidade, 45 personalidades foram homenageadas na celebração dos dois anos do Centro de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros Dra. Nicéa Quintino Amauro (CEAAB), realizada na última quarta-feira (20/08), no auditório da PUC-Campinas.

.

Homenageados com uma placa de agradecimento, foramreconhecidos pelas suas contribuições à construção do projeto “Diálogo sobre o Racismo”, criado para estabelecer protocolos permanentes de igualdade racial dentro e fora da universidade. E ao longo desses dois anos, foram desenvolvidos outros projetos como o Grupo de Estudos Interativos – Conversas Dialógicas, o Curso de Formação de Letramento Racial dos Docentes e o Afrodatas.

.

A Dra. em Ciências da Religião pela PUC-SP, jornalista, escritora e vencedora do prêmio Jabuti Acadêmico em 2024, Claudia Alexandre, foi uma das homenageadas e discursou em nome dos demais destacando o respeito a sua ancestralidade e a luta da mulher negra. “Muitas são mulheres, minhas de referências pelos caminhos que iluminaram e continuam nos iluminando para que possamos existir e chegar em lugares como esses, dentro da academia, onde estamos neste momento, produzindo conhecimentos e reescrevendo nossa história, onde minha presença e de tantas iguais já foi algo impensado.”

.

Alessandra Ribeiro e o reitor Prof. Dr. Germano Rigacci Jr // Flores para a Comendadora Edna Lourenço

.

O prêmio Dra. Nicéa Quintino Amauro foi entregue aos homenageados em reconhecimento pela luta contra o racismo. E representando os premiados, a urbanista e Dra. Alessandra Ribeiro, com passagem acadêmica na PUC-Campinas, destacou como “esta universidade semeia uma possibilidade de transformação”. Também pontuou como o racismo se pauta primeiro pela percepção racial, e ao convidar a plateia a olhar o auditório, perceber a diversidade presente, disse que isso a possibilitou acreditar no Centro.

.

Ao fim da noite, homenagens também foram feitas ao reitor da PUC-Campinas, Prof. Dr. Germano Rigacci Júnior, pelo apoio dado ao CEAAB desde a sua idealização. Ele recebeu uma muda de pau-brasil como agradecimento. A Comendadora Edna Lourenço, Coordenadora do Centro, recebeu um buquê de flores e um clipe destacando sua força na jornada de luta pela população negra. “Cada um desses homens e mulheres carregam uma espada. Essa espada é invisível. Ninguém vê. Porque é uma espada de luta. E nessa espada está escrito justiça, mas também educação, respeito e dignidade,” disse a Comendadora Edna.

.

Além de celebrar a trajetória, o evento reforçou a importância do CEAAB em um cenário de aumento das denúncias de racismo. Segundo o Ministério de Direitos Humanos, até maio de 2025, Campinas dobrou o número de registros em relação ao mesmo período de 2024.  Portanto, hoje o Centro tornou-se um espaço de reflexão e ação acadêmica, tendo como inspiração e liderança da Comendadora Edna Lourenço.

.

Orientação e edição: Adauto Molck

.

Coral da Universidade e Dandara, coral do CEAAB e Ogãs com atabaque

.

.

.

.

Você também pode gostar...