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Mesa redonda realizada na PUC-Campinas, Campus I, vê necessidade de maior empenho das autoridades públicas
Por: Maria Vitória Porto

Em mesa redonda promovida pela PUC-Campinas, estudiosos apontaram a necessidade de um trabalho em conjunto para coibir ataques a creches e escolas, que estariam se tornando constantes e se caracterizando como um fenômeno no país. O evento, realizado no Auditório do Campus I, na noite destasegunda (28), contou com a presença da professora Telma Vinha, do Departamento de Psicologia Educacional da Unicamp; da professora Christiany Pegorari , de Direito Penalda PUC-Campinas; e do promotor de justiça Rodrigo Augusto de Oliveira. O público foi majoritariamente formado por estudantes e professores de disciplinas ligadas à área deEducação.
De acordo com pesquisas apresentadas pela professora Telma, os casos de violência nas escolas aumentaram 50% entre os anos de 2022 e 2023. A pesquisadora apontou que estão sendomapeadas determinadas características comuns aos autores dos ataques, sendo o sentimento de vingança a principal motivação contra as instituições de ensino nas quais os agressores estudam.
O problema, segundo observou a docente, decorre de bullyingque vinham sofrendo. A professora chegou a criticar o papel da mídia, apontando que dar notoriedade colabora para a glorificação dos agressores, o que só agrava o cenário.
No debate, as discussões se voltaram também para a legislação envolvendo as práticas de bullying e cyberbullying. De acordo com a professora Christiany, o “projeto de lei das fake News” possui mecanismos que podem ajudar no combate à disseminação de discursos de ódio nas redes sociais – o que seria, também, uma das motivações para o agravamento daviolência dentro dos ambientes escolares.
O promotor de justiça Rodrigo Augusto de Oliveira disse estar preocupado com o cenário e enfatizou a importância de um trabalho coletivo para conter o problema, o que exigiria o empenho principalmente dos governos municipais, secretarias e unidades de ensino. Ele disse que as medidas que foram tomadas de imediato, como a presença massiva de policiais eo monitoramento com câmeras de vigilância nas unidades de ensino, foi importante em um primeiro momento, mas que é necessário adentrar nas causas da violência.
Oliveira citou casos com os quais vem trabalhando, onde a opção foi afastar os alunos que apresentaram comportamentos violentos e que só puderam retornar à sala de aula após um período de acompanhamento por parte de especialistas da área.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Melyssa Kell
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