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Teste do pezinho pode detectar até 30 doenças genéticas 

Exame realizado pelo SUS faz o diagnóstico de apenas seis doenças; o importante é o tratamento preventivo 

Por Júlia Sabatin e Isabela Lico  

A médica Ana Paula diz que a realização do teste é obrigatória por Lei (Foto: Isabela Lico)  

O nascimento de um bebê é ocasião para alegria e celebração, mas também para cuidados com a saúde do recém-nascido e tudo começa pelo conhecido teste do pezinho. A pediatra e professora de Medicina da Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ), Ana Paula Bertozzi, diz que o exame é uma triagem para doenças que podem ser tratadas se diagnosticadas precocemente. Sua importância, de acordo com a médica, é detectar doenças que podem não apresentar sintomas na criança até que se desenvolvam durante o seu crescimento.   

O pediatra especialista em UTI neonatal, Antonio Teixeira, afirma que a janela ideal para a colheita do exame é entre o terceiro e o quinto dias de vida da criança, garantindo eficácia ao teste. Ele também acrescenta que o exame seja realizado na maternidade ou em uma Unidade Básica de Saúde (UBS). No Hospital PUC-Campinas, onde o médico trabalha, não libera a alta aos recém-nascidos sem que o teste tenha sido efetivado.  

O Dr. Antonio Teixeira reforça que se doença for diagnosticada tardiamente ela pode ter danos irreversíveis (Foto: Reprodução/Júlia Sabatin)  
  

A coleta é realizada a partir de uma pulsão no calcanhar em uma folha de filtro, posteriormente analisada em laboratório. Em seguida, o resultado aponta a possível pré-disponibilidade da criança para algumas doenças. O teste oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) contempla seis doenças:  fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito (doença da tireoide), síndromes falciformes, fibrose cística, hiperplasia congênita da suprarrenal e deficiência de biotinidase. Na rede particular, os testes podem apontar até 30 doenças diferentes.  

A lei nº 14.154, de 26 de maio de 2021, determina a expansão do teste gratuito para que essa desigualdade seja reduzida. Depois de mais de dois anos da aprovação da lei, o projeto ainda se encontra na primeira das cinco etapas estipuladas, sem data definida para a conclusão do processo. Essas etapas – que são uma forma do teste do SUS se equiparar ao teste particular – estipulam que, ao fim da expansão, o teste gratuito englobará o diagnóstico de doenças de aminoácidos, de doenças lisossômicas, de imunodeficiências primárias e de atrofia muscular espinhal. 

Para lembrar à sociedade sobre a importância do texto do pezinho foi instituído o Dia Nacional do Teste do Pezinho, no dia 06 de junho, com o objetivo de se discutir e enfatizar a importância do exame. 

Orientação: Profa. Rose Bars

Edição: Gabriela Lamas


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