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Deputada Erica participa de roda de conversa na Unicamp

Aula Magna com a deputada estadual falou sobre acesso e permanência trans nas universidades públicas

Por: Bruno Costa e Maria Eduarda Maumesso

Erica Malunguinho participou da roda de capoeira do Grupo Capoeira para Todes (Foto: Maria Eduarda Maumesso)

A primeira travesti eleita deputada estadual de São Paulo em 2018, Erica Malunguinho (PSOL), esteve em Campinas na tarde de terça-feira (24/05) para dialogar com estudantes e demais presentes no Teatro de Arena da Unicamp sobre a política de cotas trans na universidade. O evento foi organizado pelo Núcleo de Consciência TRANS. em conjunto com o Ateliê TRANSmoras e contou com uma apresentação cultural do grupo Capoeira para TODES.

Em sua fala, Erica enfatizou a importância do investimento na universidade pública, cobrou por políticas que auxiliem os estudantes trans e convidou uma reflexão sobre história enquanto uma pessoa trans negra. Ela afirmou a importância das cotas nas academias como reparação ao apagamento existencial de vidas trans. Segundo dados das ONU, o Brasil é o país que mais mata travestis e pessoas trans no mundo.

A política disse que a presença de corpos trans, indígenas, PCDs e negros dentro de espaços majoritários cisgêneros são pedagógicos e coloca: “Nós estamos humanizando a sociedade, entregando uma coisa muito bonita e generosa com esses corpos que não são corpos apenas, são corpos e intelectos.”

Vic Marchiori, defende a política afirmativa de cotas para pessoas trans nas universidades (Foto: Maria Eduarda Maumesso)

Vic Marchiori é uma pessoa trans não binário possui graduação em psicologia pela PUC CAMPINAS, trabalha como gerente de inovação e esteve presente no evento. Ele, apesar de já ser graduado, acredita que a luta pelas políticas afirmativas de cotas trans não debate somente a inserção acadêmica, mas também naturaliza existências trans que infelizmente ainda são vistas como aberrações. “Então, não é só sobre a luta pelo lugar que eu acesso hoje, mas sim pela luta dos meus que de alguma forma precisam se inteirar. Eu faço parte de 10% da população trans que tem acesso a moradia, acesso a um trabalho e teve acesso à educação, e eu quero que 90% tenham acesso para cada vez mais ser comum encontrar trans outros lugares e não só nas periferias e enfim, em lugares marginalizados.”

Rafaela Kennedy, discursando sobre a importancia da permanência do Ateliê TRANSmoras dentro da moradia estudantil (Foto: Maria Eduarda Maumesso)

Ao contar sobre o seu encontro com o reitor da Unicamp Antônio de Almeida Meireles, Malunguinho argumentou a respeito das reivindicações para a criação de um grupo de trabalho onde se pensa as políticas afirmativas na universidade, além da disponibilidade de cotas para as pessoas trans, com o objetivo de viabilizar uma verdadeira inclusão social no espaço.

O evento foi finalizado com fala emblemática de Rafaela Kennedy, diretora e produtora do Ateliê TRANSmoras, ela falou sobre a relevância de manter o ateliê dentro da moradia estudantil como um local seguro para pessoas trans e travestis que fazem dali o seu ambiente para debates, produção de moda, arte e resistência.

Orientação: Prof. Gilberto Roldão

Edição: Bruno Costa


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