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Prática regular traz uma série de benefícios à saúde física e mental do praticante
Por João Vitor Bueno Silva
Desde 2017 o Brasil tem o maior índice de pessoas com transtorno de ansiedade em todo mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). São cerca 18,6 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de transtorno de ansiedade. Os dados mostram ainda que o universo feminino é o mais afetado: 3,6% dos homens apresentam o problema, enquanto que, no caso das mulheres, o número mais que dobra, chegando a 7,7%.
O exercício físico praticado de forma regular pode diminuir o risco de ansiedade em quase 60% dos casos, segundo um estudo sueco divulgado pela revista Frontiers of Psychiatry. Os especialistas chegaram a essa conclusão após acompanhar, por 20 anos, a saúde mental de quase 396 mil pessoas.
De acordo com a professora de educação física Priscila Alves, quem pratica regularmente exercícios físicos tende a alcançar diversos benefícios. “Posso citar a diminuição de riscos de depressão, controle da ansiedade, melhora da parte cognitiva, sensação de bem-estar e socialização”, afirma.
Para ela, qualquer exercício é indicado para dar início a uma rotina saudável. “Ele só precisa ser moderado no início para que a pessoa se habitue e, gradativamente, possa evoluir, conseguindo obter o que dê melhor uma rotina mais saudável possa proporcionar para o corpo e mente”, explica. “A busca por acompanhamento médico é imprescindível na busca pelo equilíbrio entre mente e corpo”.

A prática de exercícios físicos provoca a liberação de endorfina no corpo, que é considerado o “hormônio da alegria”, responsável pela sensação de bem estar. Para o professor de educação física e pós-graduado em fisiologia, Silvio José de Sousa, a baixa produção de neurotransmissores, que são substâncias químicas fundamentais ao funcionamento do sistema nervoso, causam diversos transtornos para a saúde mental. “A prática regular de exercícios físicos aumenta a produção dos neurotransmissores, melhorando a saúde mental do praticante”, diz ele.
A professora Claudete Prando começou a sentir as primeiras crises de ansiedade na pandemia. “Eu estava tranquila em casa, não precisava sair, mas comecei a sentir algumas crises de ansiedade, de tristeza, medo e tive alguns episódios em que senti um aperto no peito. Parecia que eu ia explodir”, lembra. Ela se recorda de três crises de pânico, que a deixaram desesperada.

“Decidi fazer caminhadas. Sair na rua, sentir o sol, ver as arvores, os pássaros, as flores, isso muda demais”, conta. Claudete também perdeu peso com ajuda de uma nutricionista. “Mudei minha alimentação e perdi dez quilos. Tenho 60 anos e me sinto mais feliz”, afirma.
A prática de exercícios físicos foi a válvula de escape para Amanda Caroline de Oliveira, de 19 anos, melhorar a sua saúde mental na pandemia. “Comecei [na academia] com o intuito de emagrecer, por causa do meu corpo. Estava tudo certo, mas eu tive um pequeno percalço no meio deste ano, que foi a perda do meu avô. Ela me pegou muito despreparada e daí a gente desanda um pouco”, afirma. Segundo ela, ter continuado a fazer atividade física a ajudou. “Na academia a gente bota tudo para fora”, declara.
O Ministério da Saúde orienta ao iniciante que, ao começar a praticar atividade física, encontre um local adequado para fazer os exercícios, como parques, praças e similares. Também deve executar atividades que não exijam muito preparo físico, além de procurar atividades coletivas, que poderão ser um estímulo a mais.
Orientação: Profa. Cecília Toledo
Edição: Oscar Nucci
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