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Felipe Maropo alerta para os riscos do retorno em período de crise sanitária
Por Lara Costa

Felipe Maropo: “Com o passar do tempo essa confiança (de retomar as aulas presenciais) será adquirida” (Foto: Arquivo Pessoal)
Mais de um ano depois das aulas presenciais serem suspensas devido à pandemia de covid-19, em março de 2020, a rede municipal de ensino de Campinas retomou no último mês as aulas presenciais em todas as unidades. São aproximadamente 70 mil alunos divididos entre Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Ensino Técnico e de Qualificação Profissional.
No retorno presencial, por enquanto, as aulas são ministradas de forma híbrida, tanto na plataforma digital quanto presencialmente, com capacidade das salas de aula restrita a 35%, com horários reduzidos e revezamento de turmas para garantir o distanciamento social, seguindo as orientações das autoridades de saúde.
Felipe Maropo, diretor estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), pondera que o momento não é favorável para esta retomada. “Nós estamos há muito tempo vivendo essa crise sanitária e é muito triste que num momento de novas variantes haja essas flexibilizações nas legislações e nós tenhamos que retornar, colocando em risco além dos funcionários, as nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Para o professor, o retorno ainda não é seguro. “As escolas não conseguem, não dão conta de cumprir com os protocolos de segurança como álcool em gel, medição de temperatura, enfim são inúmeros protocolos que a escola não tem infraestrutura necessária suficiente”, assegurou.
Segundo a Secretaria de Educação do município, o número de alunos nas aulas presenciais ainda é pequeno em relação aos que poderiam voltar, e isso é um reflexo da insegurança das famílias para encaminharem seus filhos às atividades presenciais na escola. “Com o passar do tempo essa confiança será adquirida”, afirmou em nota a secretaria.
A assessoria da Secretaria de Educação ainda informou que, para o retorno presencial, foram investidos R$25 milhões na compra de EPIs, sinalizações e adequações das unidades aos protocolos de segurança.
Orientação: Profa. Amanda Artioli
Edição: Leonardo Fernandes
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