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Pandemia de Covid-19 é a principal razão para a queda nas doações

Doações de sangue em Campinas registram queda de até 60% (Imagem: Olivia Delarrovere)
Por Letícia Franco
Criado há 16 anos com o intuito de aumentar a conscientização sobre a necessidade de doar sangue, o Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado nesta segunda-feira, 14, com queda nas doações e estoques baixos em Campinas. Os estoques de sangue do Hemocentro da Unicamp e o Centro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular estão em 40% e registram queda de até 60% nas doações.
De acordo com a última atualização do Hemocentro da Unicamp, responsável por 6 milhões de pessoas da rede SUS nas regiões de Campinas e Piracicaba, os oito grupos sanguíneos estão em estado crítico. Para o Centro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, os tipos sanguíneos mais críticos são ABO/Rh(D), O+ e A+.
O setor de Hemoterapia do Centro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular atende 65% dos hospitais da região de Campinas da rede privada e dá suporte a pacientes com câncer e as transfusões do SUS. Segundo o Centro, ter apenas 40% das doações necessárias impacta diretamente pacientes com cirurgias eletivas.

A jornalista Paola Vitória Ferreira Rosa: “Poder contribuir com quem mais precisa é um presente” (Imagem: arquivo pessoal)
Diante dos estoques comprometidos, o Centro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular adotou como plano de contingência a priorização das transfusões de urgência e a solicitação de adiamento ou cancelamento de cirurgias previamente agendadas.
A razão principal apontada para a queda de doações é a pandemia de Covid-19, que neste momento junta-se a chegada do outono/inverno, o que reduz ainda mais os estoques, ressalta o Centro localizado no Hospital Irmãos Penteados.
Porém, a pandemia não impediu que a jornalista Paola Ferreira Rosa, de 23 anos, doasse sangue pela primeira vez. A moradora de Campinas, que tinha desejo de ser voluntária desde os 18 anos, mas que até ano passado não se enquadrava ao perfil do doador devido ao peso, decidiu doar sangue no dia do aniversário, 29 de janeiro. “Doar sangue foi como uma comemoração individual. Poder contribuir com quem mais precisa é um presente”, afirma Paola.
Paola lembra que passou mal após a coleta devido à queda de pressão, o que a levou a refletir ainda mais sobre a importância desse ato solidário. “Se eu fiquei mal com um pouco de sangue que foi tirado de mim, imagina o tamanho da falta que isso faz para quem necessita”, diz.

A estudante de psicologia Daniela Molás: “A pandemia mostra a importância desse ato” (Imagem: arquivo pessoal)
Pensar no próximo também foi o que motivou a estudante de psicologia Daniela Molás, de 24 anos, e a assistente jurídica Olivia Delarrovere, de 23 anos, a doarem, respectivamente, quatro e três vezes durante esse período de pandemia. Para elas, o cenário atual deve ser um incentivo para as pessoas se tornarem doadoras, pois trata-se de um momento com alta demanda. “A pandemia vem mostrando cada vez mais a importância do coletivo e do olhar para o outro”, ressalta Daniela.
As moradoras de Campinas Paola, Daniela e Olivia afirmam que o sentimento de serem doadoras de sangue nesse momento é de gratidão, tanto pela saúde delas como por ajudar as pessoas que necessitam.

A assistente jurídica Olivia Delarrovere: “Ser doadora traz o sentimento de gratidão” (Imagem: arquivo pessoal)
Como doar?
Para a doação é necessário realizar agendamento através do número de WhatsApp (19) 2514-1555 do Centro de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular e pelo site do Hemocentro da Unicamp .
Para ser um doador, os critérios envolvem ter entre 16 anos e 69 anos e pesar no mínimo 50 quilos. Para quem tem menos de 18 anos é preciso ir com um responsável. No dia da doação, estar alimentado e ter dormido ao menos seis das últimas 24 horas. É necessário apresentar documento oficial com foto.
Contaminados pela Covid-19 que desejam doar precisam estar curados há mais de 30 dias. Para aqueles que já tomaram a vacina contra a doença, é preciso esperar 48 horas após cada dose caso tenha recebido a Coronavac. No caso da Oxford/Astrazeneca o período é de sete dias.
Orientação: Prof. Gilberto Roldão
Edição: Letícia Almeida
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