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Maria Inês Fini defende “destruição na escola como a concebemos hoje”

Mais de duas mil pessoas participaram da 10ª Semana da Educação, dividida em três dias de evento (foto: Gabriella Ramos)
Por Gabriella Ramos
A educadora Maria Inês Fini, ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), abriu a programação do Festival de Inovação na Educação com uma palestra gratuita na última quinta-feira (19), no Expo D. Pedro, em Campinas. A discussão abordou a “inovação como a única saída para a educação do Brasil” e fez parte da 10ª Semana da Educação, promovida pela Fundação FEAC, de Campinas.
O evento fez parte da 10º Semana da Educação, promovida pela Fundação FEAC, que discutiu as mudanças de paradigma necessárias à educação. “Inovar, para a educação brasileira, é promover uma destruição devastadora da escola como a concebemos hoje e promover uma reconstrução criativa e arrojada em três aspectos estruturantes, que são o currículo, a avaliação e a formação de professores”, defende Maria Inês Fini.
Para a idealizadora do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a sociedade passou por mudanças e a escola também precisa se transformar para acompanhar a dinâmica social. “Na minha escola aprendíamos as respostas certas para os problemas conhecidos. Hoje não há respostas certas e os problemas mudam rapidamente”, pontua.

Maria Inês Fini é doutora em ciências, pedagoga, professora e pesquisadora (foto: Gabriella Ramos)
A educadora defende o gestor moderno como a locomotiva deste processo de renovação. “Ele precisa dominar modernas técnicas de gestão, ter boa formação pedagógica e criar os espaços de formação dos professores, além de diálogos constantes com as famílias e com o conjunto de instituições locais”, disse.
Para Maria Inês Fini, a inovação só será possível se posturas diferentes forem adotadas, como o uso da tecnologia como recurso pedagógico e o apoio irrestrito aos professores para que dominem conceitos estruturantes do que deverão ensinar com uso de novas metodologias. “É preciso assumir o conceito de educação integral, que envolve outra postura da escola: emoções, sentimentos e relações”, conclui.
Orientação: Profa. Ciça Toledo
Edição: Guilherme Maldaner
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