Tecnologia

Crescimento no mercado de aplicativos em Campinas

Aplicativos, produzidos desde a chegada dos smartphones ao mercado, ganham hoje espaço integral no cotidiano de quem lhes tem acesso. Vivemos a chamada “era dos aplicativos” na qual as tarefas diárias, sejam elas pessoais ou profissionais, adotam como suporte as conexões na web feitas pelo software.

Os aplicativos, que abrem uma porta no mercado, também geram oportunidades para quem deseja criar seu próprio software – seja ele no ramo financeiro, produtivo, de games e até mesmo na área da saúde. Esse foi o caso de psicóloga Camila Wolf, criadora do Querida Ansiedade, aplicativo que procura “informar, esclarecer e proporcionar formas mais saudáveis de conviver com a ansiedade”.

Camila afirma gostar de aplicativos e revela que sua amiga sugeriu que fizesse um. Como psicóloga, sua primeira ideia foi oferecer, através do aplicativo, orientações em sua área, porém não achou uma boa ideia. Decidiu, então, adotar o tema ansiedade, no qual trabalha regularmente. “Achei que oferecendo informação e exercícios práticos seria uma forma fácil e lúdica de trabalhar com psicoeducação – pela resposta dos usuários, dá para perceber que tem funcionado”.

Nos dois primeiros meses, o Querida Ansiedade atingiu 400 mil downloads. Foto: Gabriel Amaro

Em relação a criação do aplicativo, Camila procurou por plataformas “faça você mesmo”. Por estar além de seu orçamento, não buscou contratar um desenvolvedor. Como solução, encontrou a Fábrica de Aplicativos (plataforma online para criação de softwares mobiles). No entanto, sendo ansiedade um tema delicado, muitas funções anteriormente idealizadas ficaram de fora.

Camila, agora administradora de um aplicativo, vê a tecnologia com pontos positivos e negativos, que variam conforme sua utilização e aplicação. “A tecnologia pode ser maravilhosa, a questão é que muitas vezes acaba sendo mal utilizada, propagando discursos de ódio e intolerância”. Apesar de esse tipo de comportamento não ser fiel apenas aos aplicativos, ela analisa que essa porcentagem ganhou força com os apps de comunicação, criando certa dependência tecnológica.

O MERCADO

De acordo com dados do GetNinjas – plataforma que oferece contratação de profissionais de variadas áreas para todo o Brasil – houve aumento significativo na demanda de desenvolvedores de aplicativos. Em 2016, cerca de 1,5 milhões de pedidos foram feitos no país. Já em 2017, até o mês de outubro, o número ultrapassou os 2 milhões.

Em Campinas também houve aumento na demanda. Enquanto em 2016 os pedidos chegaram a 21.463, de janeiro até outubro de 2017, já eram contados cerca de 27.739 (aumento de 29,24%).

Por Gabriel Amaro

Segundo relatório divulgado pelo App Annie (especialista na análise do mercado de aplicativos), o download de aplicativos móveis bateu um recorde no terceiro trimestre de 2017. Com cerca de 26 bilhões de downloads em todo mundo, houve aumento de 8% em comparação ao mesmo período em 2016. Na Play Store – serviço de distribuição digital operado pelo Google – o aumento chegou a 10%; já na App Store, operada pela Apple, houve aumento de 8%. Em ambas as lojas virtuais, foram as maiores taxas registradas em um trimestre. Em relação a receita, os valores das duas lojas combinadas chegaram a US$ 17 bilhões (28% a mais que em 2016).

No primeiro trimestre de 2017, ainda segundo relatório do App Annie, o Brasil teve em média mais de 80 aplicativos instalados por mês e mais de 40 utilizados no mesmo período. Além disso, cerca de 30% dos brasileiros, em maio de 2017, instalou 4 ou mais aplicativos. O período gasto em aplicativos também chama a atenção: metade dos usuários passa em média 3 horas por dia em aplicativos, enquanto pouco mais de 20% ultrapassa as 4 horas.

Outro ponto que também merece atenção é o fato do Brasil, entre todos os países no mundo, ser o único com número de aplicativos de finança (ex. banco) superior aos aplicativos de compra. (orientação Rosemary Bars)


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Digitais é um produto laboratorial da Faculdade de Jornalismo da PUC-Campinas, com publicações desenvolvidas pelos alunos nas disciplinas práticas e nos projetos experimentais para a conclusão do curso. O layout foi desenvolvido em parceria com o Departamento de Desenvolvimento Educacional (DDE) da instituição. Alunos monitores/editores de Agosto a Dezembro de 2017: Breno Behan, Breno Martins, Caroline Herculano, Enrico Pereira, Giovanna Leal, Láis Grego, Luiza Bouchet, Rafael Martins. Professores responsáveis: Edson Rossi e Rosemary Bars. Direção da Faculdade de Jornalismo: Lindolfo Alexandre de Souza.

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