Histórias diferentes, com pessoas que possuem um objetivo comum: praticar o exercício da dança, numa cadeira de rodas, com o auxílio de amigos ou familiares. Esses são os alunos das aulas de dança para cadeirantes, ministradas pelo professor Wellington Negrão, voluntário do projeto desenvolvido em Americana (SP).
As aulas acontecem todas as segundas-feiras no Centro de Cultura e Lazer (CCL) com a adesão de seis cadeirantes, como Bárbara Bezerra, de 17 anos, que tem dificuldades para se comunicar e não tem movimento nas pernas. Por meio de gestos, sorrisos e acenos com a cabeça, disse nunca ter praticado qualquer tipo de esporte e está feliz por aprender a dançar.

Sua mãe, Ana Paula Bezerra, de 44 anos, reconhece a importância da iniciativa para um cadeirante. “Eu sempre assisti muitos vídeos de esportes adaptados e achei maravilhoso chegar aqui”, disse. Ela afirma ter expectativa de participar de um espetáculo com a filha. “Cresci com a dança e agora tenho a oportunidade de voltar junto com minha filha”.
Wellington Negrão trabalha com dança há mais de 25 anos, a primeira com cadeirantes. Para ele, a dificuldade é fazer com que os acompanhantes participem. “O desafio é tornar o projeto real, porque a dança muda a vida das pessoas, mas elas têm que se propor a fazer”, afirma.

O professor ainda ressalta que além da atividade física, o projeto tem um âmbito social. “A atividade física é essencial, eu sou professor de educação física, então posso falar que saúde e bem-estar são importantes. Mas o social é que é o fantástico. Você conhece as pessoas, faz amizades, e isso a gente tem que considerar muito”, disse.
As aulas são gratuitas e são promovidas pela Secretaria de Cultura e Turismo de Americana. As pessoas interessadas podem fazer as inscrições pessoalmente na Secretaria de Cultura e Turismo de Americana, rua das Palmeiras, número 08, Jardim São Paulo, telefone: (19) 34084800. (Orientação Rosemary Bars)

