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Geração Z reduz consumo de álcool e prioriza saúde

Com mais informação e apoio familiar, jovens adotam hábitos mais saudáveis e evitam consumir bebidas alcoólicas

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Por Luana da Fonte

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A queda no consumo de bebidas alcoólicas entre jovens é um movimento cada vez mais perceptível. Pesquisa realizada pela MindMiners com pessoas de 18 a 28 anos aponta que 55% desse público não consome bebida com álcool, dado que reforça um novo comportamento. Para a geração Z, formada por pessoas nascidas entre 1997 e 2012, beber deixou de ser uma necessidade para se encaixar socialmente.

A psicóloga clínica Camila de Almeida Manrich observa que esse movimento é resultado de vários fatores, entre eles o acesso à informação. Segundo ela, “o principal motivo da redução do consumo é o fator de informação. Acredita-se que o jovem tem mais acesso à informação e se tem mais incentivo a um formato de longevidade com qualidade”.

O interesse crescente por atividades físicas, alimentação equilibrada e rotinas focadas no bem-estar também influencia esse comportamento, então o consumo de álcool deixa de combinar com metas pessoais relacionadas à saúde. A psicóloga explica que “há, sim, uma busca por um estilo de vida mais saudável”.

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Outro aspecto importante nessa mudança é a influência familiar, Camila afirma que “eles têm pais que estão mais ativos, pais que têm opções mais saudáveis” o que molda as escolhas dos jovens. Esse ambiente consciente se reflete em histórias pessoais como a de Alice Ruy Raddi, de 18 anos, que nunca consumiu álcool. “Quem mais influenciou na minha decisão foi meu irmão, ele é um jovem de 26 anos e nunca ingeriu bebida alcoólica”, conta.

A jovem relata situações de pressão comum em rodas sociais. “Em alguns momentos já me senti bastante pressionada a beber, mas sempre mantive minha cabeça muito firme e sempre recusei”.

A postura dela dialoga com a análise de Camila, que aponta que os jovens de hoje se sentem mais seguros para sustentar suas escolhas. Para a psicóloga, a geração Z tem mais clareza do que deseja e menos receio de contrariar expectativas externas, o que torna essa autonomia mais possível. “Percebe-se que hoje o jovem consegue fazer essa escolha mais facilitada e não com uma pressão e um desconforto como era no passado”, afirma.

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Orientação: Profa. Rose Bars.

Edição: Murilo Sacardi

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